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Categoria - Paisagens e lugares O que lembro de São Paulo, Lapa e Hamburguesa Autor(a): Antonio Bento Ramalho - Conheça esse autor
História publicada em 23/07/2009
O que lembro de São Paulo, década de 50, morava em Santos e todas as férias escolares eu ia pro apartamento de minha avó Maria, que morava na Rua Vitória, entre as Ruas Conselheiro Nébias e Guaianases, no 8º andar do edifício, com meus 8 anos, e acostumado a ficar com shorts e camiseta, eu descia para ir na padaria e lembro bem que todos ficavam olhando para mim, mas minha vó dava bronca e dizia que não era pra ir com aquela roupa lá pra baixo.

Minha vó Maria tinha muitas amigas judias, e nos carnavais íamos para Praça Julio de Mesquita, ver alguns blocos ou pessoas fantasiadas passarem, eu gostava muito de passear pelas redondezas tipo Largo do Arouche, Praça da República, Avenida São João e Avenida Ypiranga, Largo do Payssandu, e gostava muito de cinema e ia no cine Metro, Ipiranga, Áurea, Rio Branco, Olido, Oásis, Cinerama e era muito bom.

Minha vó sempre passeava comigo, íamos pra Lapa (de Baixo) de bonde, tomávamos o Lapa/Penha na Avenida São João e descíamos no final próximo ao Mercado da Lapa, que existe até hoje, atravessávamos a linha férrea e chegávamos na casa da Tia Helena. À tarde íamos pra Vila Hamburguesa, tomávamos o ônibus ali próximo à linha férrea, na Hamburguesa íamos na casa da tia Teresa e da minha bisavó Maria Luiza, ambas na Rua Schilling, minha tia Teresa tinha um bar e sorveteria na Schilling, na Rua Brentano morava meu tio Sylvio Gregorio e na Rua Manuque morava minha tia Assunção.

Tomei leite puro ordenhado da vaca na hora, na casa de um tio Antonio no final da Schilling, onde ele tinha uma criação de vacas leiteiras, quem é do tempo sabe disso.

À noite vínhamos para o centro, tomávamos o ônibus depois o bonde e descíamos na São João, esquina com a Vitória, eu percebia que a área era um pouco da pesada, mas comparando à hoje se podia dizer que era um lugar santo, não lembro de ver ninguém falar alguma graça para nós, muito ao contrário, percebia-se respeito.

E é isso aí, eu amava e continuo amando São Paulo, hoje eu moro em Jaraguá do Sul/SC, mas visito-o sempre pela Internet.

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Publicado em 30/07/2009 Sr.Ramalho, toda essa região fez parte de minhas andanças com meu saudoso primo Édson. Ele morava no apto da esquina da Barão com Vitória e de lá vimos o Ed.Andraus se consumir. Meus primos ainda tem comércio na Barão. Minha avó morou na Vitorino Carmilo e Largo do Arouche. Parabéns pelo seu texto. Bernardi. Enviado por Ernesto Bernardi - [email protected]
Publicado em 26/07/2009 Meu caro Antonio Bento eu sou neto de Tereza Gregorio e filho do Joãozinho, so corrigindo o tio que morava na rua Bretano é Paulo Gregório e a tia da rua Nanuque é Conceição,nascemos e continuamos morando na vila Hamburguesa hoje completamente diferente daquela epoca, cheia de prédios, lembro muito de tia Maria pois fui algumas vezes em seu apartamento, e sempre que vou ao centro e por ali passo, vejo o predio que ela morava.Fico feliz de escrever a respeito de pessoas tão queridas e do lugar que a gente ama até hoje. Abraços Enviado por Adilson guimarães - [email protected]
Publicado em 24/07/2009 Belas lembrancas de Sao Paulo e de sua querida avo Maria. Tambem faco da Internet meu veiculo pra matar a saudade que sinto desta cidade. Enviado por Etel - [email protected]
Publicado em 24/07/2009 Caro Antonio Bento, tranquilo o seu relato abrangendo uma parte da zona oeste da cidade. Conheci um pouco esta região pelo anos 70, trabalhava na vila Leopoldina, conheci muito a vila Anastacio, frequentei o Sesc Pompeia. Quanto a região da Vitoria, Aurora, é como você diz, era (é???)uma região um pouco (muito) pesada, creio que, hoje em dia, está pesadissima, nem vale a pena conferir.Abraços, Marco Antonio (Marcolino) Enviado por Marco Antonio (Marcolino) - [email protected]
Publicado em 23/07/2009 Seu caminho era inverso ao de muitos de nós quando em férias escolares. Normalmente descíamos a serra para banharmo-nos nas praias santistas e voce vinha 'surfar' de bonde, 'pegando onda' até a Lapa. Tudo era diversão. Parabéns, Nelson. Enviado por nelson de assis - [email protected]
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