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Categoria - Nossos bairros, nossas vidas Vila Maria baixa - Igreja da Candelária Autor(a): Luiz Ramos - Conheça esse autor
História publicada em 17/05/2006
Nos anos 70, a Vila Maria baixa era meu lugar preferido em São Paulo. Aquela velha Guilherme Cotching, arborizada, bonita; a praça Santo Eduardo e lá no fim da rua a Igreja da Candelária me transmitiam uma sensação de segurança. Aparentemente, nada mudou tanto assim, porém, quando observamos atentamente velhas fotografias, percebemos que mudou sim e mudou muito.
Tudo muda e isso é o natural da vida, claro; O importante é que não caia no esquecimento.
Uma coisa que gostava no bairro eram os nomes das ruas, ou da maioria delas, como Araritaguaba, Amambai e outras com nomes assim, exóticos (claro que a garotada em fase de alfabetização devia sofrer muito com isso). Não gosto de ruas com nome de pessoas, prefiro nomes mais criativos.
Esta Vila Maria de que falo, com a Praça Santo Eduardo ao centro, era a artéria principal, o cartão de visita pós-Tietê, para quem se dirigia à Vila Conceição, Jaçanã, Parque Novo Mundo etc. É claro que havia muitos outros caminhos, mas era o mais gostoso,embora, talvez, não fosse o mais prático, como não é hoje.
Se eu fosse fazer um mapa dos pontos que me trazem saudade em São Paulo, traçaria esse mapa a partir de rua Catumbi, cruzaria a ponte da Vila Maria (rebatizada com outro nome, mas o nome original é que está no coração do povo), seguiria a Guilherme Cotching até a candelária. À esquerda, a Sociedade Paulista de Trote; à direita, aquelas ruas todas que desembocam na Dutra. O campo da FRUM.
Avenida Conceição; das Cerejeiras; Cosmorama; Praça da Alegria; Roland Garros; Luiz Stamat.
Aí, alguém me diria, mas este mapa existe; estas ruas estão lá. Porque não as visita?
E eu responderia: Estão mas não estão; são mas não são, ou eu que já não sou?
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Publicado em 19/12/2011 oi, obrigado pelo seu texto. eu morei na cianorte, no comeco dos anos 70.
foram momentos interessantes na minha vida e de alguma forma, sempre lembro dessa época.
hoje tenho 46 anos e moro fora do país. estudei na imperatriz leopoldina, frequentei o thomas mazzoni sim e, além disso, fiz um ano no paulo egydio - daí passei a estudar numa escola militar.
um abrazo, marcelo
Enviado por marcelo - [email protected]
Publicado em 06/12/2011 Morei na Vila de 53 a 1994, estudei no Manoel da Nobrega e depois no Paulo Egydio, sai no ano de 1969, do clássico. Curti muitos bailinhos no cespeoc, no Sion e na casa do estudante. Minha última moradia no bairro foi na r. Mussumés 587, hj tem um prédio no local. Nessa casa criei meus filhos, Anne Louise e Jean Pierre. A Vila Maria foi um bairro especial, inesquecivel, tenho muita saudade do bairro. Quando volto lá pra visitar amigos sinto uma paz,é como se eu estivesse voltando pra casa. Enviado por sonia milsa rampazzo laubach - [email protected]
Publicado em 18/11/2011 Somos da época do Paulo Egidio anos 70. Vimos aqui comentários de várias pessoas conhecidas (Milton Gambá, Ria de Cassia e muitas outras citadas.
Continuamos na V.Maria e compartilhamos das mesmas lembranças (nossa turma era Gina, Rita,Tide,Zé Rocha(Casa Recife) e muitos outros.
Nosso e-mail em comum (trabalhamos juntas hoje)
Beijos a todos
Enviado por Angelina(ge) e Ivone Scatolin - [email protected]
Publicado em 14/11/2011 Estudei no Imperatriz de 71 a 78, lembro da professora de matemática, Claudete. Estávamos na sétima série e ela era muito exigente, a classe quase q toda ia mal e a adulava por melhores notas... ela se aproveitava disso e se achava, como era arrogante e abusiva na autoridade rsss hoje, qdo vejo na mídia situação de violência de alunos com professores, fico imaginando q a postura dela seria bem outra se tivesse determinados alunos q as escolas públicas tem hj... pensando bem, ela bem q mereceria, seria a minha vingança de outras épocas ! kkkk
Mas, tb tive um professor de inglês maravilhoso, Norberto era seu nome...
A época foi legal sim, não tínhamos muita opção de cultura e assim, apegávamos mais aos amigos (com toda a falsidade q se tem direito, já q não tinha coisa mais interessante para fazer).
A escola deixou muito a desejar no sentido de nos ajudar a escolher uma profissão, por exemplo. Os professores eram despreparados qdo se deparavam com alunos afetivamente carentes...
Depois, por não ter ensino médio, fui parar naquele colégio horroroso na beira da Dutra, o Klabin Segall... como podem perceber, minha família foi maravilhosa, me incentivou bastante a não ter critérios e não entender o q querer da vida kkk
Gostei da Saint Louis e Pop Corn, apesar da grana curta.
Hj vivo bem e apesar da falta de estímulo de pai e mãe, tenho título respeitável.
Jamais voltaria a viver na VM, mas tenho certo orgulho de mencioná-la qdo encontro alguém do mesmo lugar, desde que obviamente não tenham me conhecido antes.
Curto os lugares da VM, por todas as poucas coisas boas q lá vivi, mas das pessoas, prefiro nunca mais cruzar, pois sinto-me constrangida por não ter feito a diferença para elas.
Enviado por Celia - [email protected]
Publicado em 04/11/2011 lembro-me como se fosse hoje, eu tinha seis anos de idade, quando minha mãe me levou para estudar no João Domingues Sampaio, no ano de 1970. Assistia aos festivais aos domingos pela manhã, no campo do Duque de Caxias. Hoje tem um mercado no lugar (varejão). Morava na rua Volter Wolters, Vila Maria Alta. Época de empinar pipas e jogar bolinhas de gude com os amigos Edson, Pedrinho, Elton, Marcos, Paulinho etc. Jogávamos aos sábados e domingos a tarde futebol no ¨larguinho¨, como era boa aquela época.Alguns anos após, bailes na popcorn aos domingos a noite. Se algum amigo da época ler esse comentário, entre em contato pelo meu email. Abraços do Carlinhos a todos!!! Enviado por Carlos Alberto Alves bezerra - [email protected]
Publicado em 26/10/2011 é amiga ,tenho muitas saudadesdesses tempo tb morei e moro nessa região ,passo pelas ruas ,do jaçana .onde nasci e me criei tudo tâo diferende ,me emociona muito ,as ruas de terra hoje esfalto ,passaros ,moava em uma chacara ,esquina da tanque velho com av jardim japão ,hoje esta construindos predios vi derrubar arvores centenarias me doeu o coraçâo chorei muito ,mas agora sei que tudo passa isso tb passou e a saudadades ficara para sempre no meu corçâo !!! Enviado por mercedes ruiz - [email protected]
Publicado em 23/10/2011 NOSSA QUANTA LEMBRANÇA TENHO DA MINHA INFANCIA NA VILA MARIA NASCI E VIVI ATE ME CASAR NA AV CEREJEIRAS N. 1049 FOI MUITO BOM MORAR LÁ AGORA MORO NA MOOCA GOSTARIA MUITO DE TER CONTATOS COM OS MEUS AMIGOS DAQUELA ÉPOCA HOJE TENHO 49 ANOS NASCI EM 1962 , ME RECORDO DAS AMIGAS VANIA ALFANIRA ROSELI SE ALGUEM SE RECORDAR ME MANDEM UM IMAIL NÓS ERAMOS EM TRES IRMÃS DALVA, NICE ,E LIDIA BEIJOS HÁ ESTUDEI NO IMPERATRIZ NO PAULO EGIDIO HORACIO LAFER Enviado por EUNICE DE AQUILA - [email protected]
Publicado em 11/10/2011 EU TAMBEM AMO MUITO A MINHA ETERNA VM,NA RUA EM QUE EU MORAVA TAMBEM TINHA ARVORES LINDAS,ERA UM BAIRRO DIFERENTE DE OUTROS,REALMENTE ERA ENCANTADO COM SUAS RUAS ENORMES E RETINHAS... EU MORVA NO LADINHO DA PÇA SANTO EDUARDO,COM MEUS VERDADEIROS AMIGOS DE INFANCIA.LEMBRAM-SE DA FABRICA DE CADERNOS "DERMOM" DA EEPG MINISTRO HORACIO LAFER, MINHA PRIMEIRA ESCOLA.BOM O TEMPO NÃO RETORNA,MAIS OS NOSSOS SENTIMENTOS FICAM. HOJE MORO EM OUTRO MUNICIPIO DISTANTE DA VM MAS EU AMO MUITO MESMO ESTE BAIRRO. Enviado por FRANCISCO W N SILVA - [email protected]
Publicado em 22/09/2011 Tive o prazer de ler uma materia que relembra a minha juventude,nasci na vila maria na antiga rua26 estudei nas escolas agrupadas duque de caxias fui aluno da dona matilde,depois fui para o imperatriz leopoldina fui aluno da dna clara,da dona neide a fui estudar na vila maria zelia no colegio manuel da nobrega do prof. garrido,alceste e celso,lembrome da prof. de portugues dona gisele,de historia vicente,ed fisica camargo,do motorista que era gente ,saudades da eride ,jose luis, celço,abraço Enviado por jose roberto - [email protected]
Publicado em 14/09/2011 Olá Luiz.Lendo seu depoimento e os até hoje publicados,identifico-me com muitos deles.Também estudei no Cespeoc,fui torcida dos jogos do Star e frequentei seus bailinhos.Residi em V. M. Alta até casar-me e sempre que posso vou até lá rever parentes.Quando atravesso a Ponte de V. Maria é gratificante. O ritual de rever caminhos e lugares que estão gravados na memória é emocionante.Lá conheci meu grande amor! Onde, por anos exerci minha profissão,onde fiz amigos. V. Maria,meu doce deleite!Parabéns Enviado por Elizabeth N. Gnecco Lastebasse - [email protected]