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Categoria - São Paulo do século XXI A Avenida São João é mesmo assassina? Autor(a): Arlindo-Ligeirinho-Ribeiro - Conheça esse autor
História publicada em 27/05/2009

No ano passado, quando "debutei" no São Paulo Minha Cidade" publicando um texto sobre minha primeira vinda a São Paulo, na década de 50, em que cheguei a citar a Avenida São João como criminosa ou assassina, recebi inúmeras mensagens criticando meu posicionamento.

Na segunda-feira (18), ao ler as notícias do site G1, das Organizações Globo, deparo com duas matérias jornalísticas. Uma tem como título "Homem morre atropelado no cruzamento das avenidas Ipiranga e São João", e uma outra "Acidente com três carros deixa quatro feridos e atinge banca de jornal em SP".

Na primeira matéria um homem de 33 anos morreu após ser atropelado, no final da tarde deste domingo (17), por um ônibus, no cruzamento das avenidas Ipiranga e São João, no centro de São Paulo. O atropelamento ocorreu por volta das 17h30, de acordo com o Corpo de Bombeiros. A outra narra que um carro seguia pela faixa exclusiva de ônibus quando foi atingido na traseira por outro veículo. O motorista derrapou na pista e bateu em outro carro, que estava parado na Avenida São João. Ele continuou desgovernado e só parou quando atingiu uma banca de jornal. Quatro ocupantes do carro ficaram levemente feridos e foram socorridos. O motorista que provocou o acidente fugiu sem prestar socorro.

Faço essas citações para mostrar de que tinha sentido o uso daquele vocabulário que chegou a descontentar inúmeros participantes deste tão importante espaço cultural. E hoje a Avenida São João está com uma parte praticamente "atrofiada". Virou calçadão desde seu início, na confluência com a Rua XV de Novembro até o Largo do Paissandu. Antigamente a movimentação de veículos era bem maior. Os carros desciam a XV de Novembro, em disparada. E naquela época essa importante via paulistana tinha dupla mão de direção. Também não havia um controle rígido de velocidade. E muito menos o sistema de sinalização que tem hoje. Diante disso, supõe-se que o número de acidentes fosse bem maior. Tanto é que as pessoas do interior que vinham para São Paulo eram alertadas para tomar cuidado ao atravessar a São João.

De um modo geral, acredito que fui até certo ponto sensacionalista ao usar o termo de avenida assassina. Na verdade, são os motoristas inescrupulosos que fazem ou levam essa histórica avenida a assim ser chamada. Até porque a Avenida São João, que serviu de tema para composições da MPB, não tem como provocar acidentes. Ela está ali, "estática", servindo a população paulistana para se locomover de um local para outro.

Espero que a presente narrativa sirva para esclarecer melhor as pessoas que se utilizam deste site para expressar suas opiniões e narrar fatos históricos desta megalópole, que numa época chegou a ser titulada de "São Paulo, terra da garoa".

Com todo o respeito às vítimas dos dois acidentes acima citados e de outros tantos já ocorridos, "Viva a Avenida São João!".

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Publicado em 04/11/2009 Estou totalmente de acordo com essa denominação, ois eu mesmo por pouco não fui atropelado, em 1959! Nem tinha tanto trânsito na época. Graças a um amigo que estava mais atento do que eu, eu não levei a pior, pois ele me puxou spela camisa tão rápido quanto o carro que vinha em minha direção, passando a alguns centímetros de mim em alta velocidade. Tive muita sorte. Parabéns pelo seu texto. Enviado por Antonio Carlos - [email protected]
Publicado em 29/05/2009 E, Lopomo, nem tudo foi perdido: Foi-se a Iracema, mas ficou o seu retrato, sua meia e seu sapato... Natale Enviado por Wilson Natalew - [email protected]
Publicado em 29/05/2009 Arlindo, não se se a S. João era assassina, mas os motoristas que trafegavam por lá, esses eram. No meu tempo de boy, anos 60/70, lá só dava motorista "pé de chumbo" e atropelamentos.E, como disse o Abílio, nos anos 70 piorou. Abração, Natale. Enviado por Wilson Natale - [email protected]
Publicado em 29/05/2009 Narrativa informatizante pra finalidades de estatísticas. Posição conceitual muito particular.
Parabéns.
modesto
Enviado por Modesto Laruccia - [email protected]
Publicado em 28/05/2009 Arlindo:A fama da São João ja vem de longe. O proprio Adoniram Barbosa, no samba Iracema, ja contava que ela havia sido atropelada ali.
Mas na vida real eu mesmo assisti um atropelamento de duas senhoras, mae e filha,na Praça Julio Mesquita no ano de 1959. Coisa feia mesmo. Um abraço. Pantarotte
Enviado por João Eduardo Pantarotte - [email protected]
Publicado em 28/05/2009 Olá Ligeirinho, tudo bem? É aquela velha história:"se você parar toda vez que ouvir um cão ladrar, você jamais chegará ao seu destino" (prov.árabe). Um abraço. asciudeme Enviado por asciudeme joubert - [email protected]
Publicado em 27/05/2009 Certo, Arlindo. Mas acidentes acontecem em toda São Paulo. Quer mais acidentes que nas marginais ? É só escutar o noticiário matinal.
Nem por isto alguém as chama de assassinas.
Até que a S. João é uma santa avenida.
Como vc disse, nenhuma rua é assassina, são os imprudentes que as fazem assim.
Abraço.
Enviado por Luiz Simões - [email protected]
Publicado em 27/05/2009 Era tão difícil atravessar a Av. São João que até fizeram uma piada. "Um sujeito que tentava sem sucesso atravessar a Av. São João, viu e foi visto por um conhecido que estava no outro lado e perguntou em voz alta como ele tinha conseguido chegar até aquele lado. O outro respondeu: -eu não cheguei, eu NASCI neste lado." Enviado por Tony Silva - [email protected]
Publicado em 27/05/2009 Arlindo, lembrando que ocorreram na Av. São João muitos atropelamentos no trecho de mão invertida exclusivo para ônibus criado no final dos anos 70.
abraços,
Abílio
Enviado por Abílio Macêdo - [email protected]
Publicado em 27/05/2009 ARLINDO, EU MORO EM SÂO PAULO A 68 ANOS, GRAÇAS a
DEUS NUNCA FUI ATROPELADO, A PESSOÂ QUE VAI ATRAVESSAR TEM QUE FICAR ESPERTA SE NÂO MORRE.
COMO TODA CIDADE GRANDE ELA E MUITO PERIGOSA.
POR EXEMPLO.. AV> REBOUÇAS, AV> PAULISTA.
AV. ( DE JULHO, AS MARGINAIS, A 23 DE MAIO. e
MUITAS OUTRAS RUAS E AV>
Enviado por joao claudio capasso - [email protected]
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