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Categoria - Outras histórias Minha São Paulo, meu mundo e minha Arábia Autor(a): Anthony Mohammad Reis Kalil - Conheça esse autor
História publicada em 05/12/2008
Minha história é para provar como amo esta São Paulo que acolheu meus ancestrais e tantos outros.

Hoje temos tão perto vários paises juntos em um só estado. Se quisermos relembrar a culinária árabe, a cultura, temos em mãos todas estas opções - e melhor ainda, podemos exercer nossas religiões.

Freqüento a mesquita do Brás, na Barão de Ladario, onde tenho meu encontro com Deus e meu espaço de tempo para o mesmo. Para esclarecer melhor, mesquita é local de oração para nos descendentes árabes, ou árabes que estão em São Paulo. A religião e a islâmica, no qual somos chamados de muçulmanos ou crentes em Allah, o Deus único.

Tenho alguns amigos judeus, feito este que só se avista em um país como o Brasil, pois todos deveriam ter como missão a amizade entre povos que estão em estado de guerra há anos.

Um dos meus amigos se chama Amir Krish. Ele tinha uma grande vontade de conhecer a cultura árabe, a religião e cultura, mesmo sendo judeu.

Nós fizemos uma troca: como eu também gostaria de conhecer e entrar em uma sinagoga, local de oração para os judeus, eu o levaria na mesquita e ele na sinagoga me levaria.

Foi muito interessante conhecer o lado judeu, e ele conhecer o lado árabe, que na realidade têm muito em comum. Nós ficamos satisfeitos com o que vimos e tudo isso ocorreu aqui mesmo no estado de São Paulo. Coisa que só se vê no Brasil e na minha querida São Paulo, a terra da união e paz!

Oramos pela paz no mundo e para os árabes e israelenses. Salam Shalon Paz!

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Publicado em 26/01/2009 oramos para que judeus e arabes do Brasil continuem em paz. aqui guerra não tem vez! Enviado por turan bei - [email protected]
Publicado em 03/01/2009 Caro "patrício" Kalil. Fiquei sensibilizada ao ler seu texto que mais representa a vontade que o povo árabe tem de encontrar a paz. Através da união das raças e religiões o diálogo surgiria e o amor ao próximo que, tantas vezes Jesus pregou, seria encontrado. Vc é um agregador e, seu singelo exemplo de fraternidade poderia servir de modelo a ser seguido por todos. Observando seu próprio nome, notei que em sua família essa idéia de união é latente : Anthony (USA),Mohammad(árabe)Reis (português/brasileiro)Kalil (árabe também, porém da Síria ou Líbano)Estou certa? Abçs. Walkiria Enviado por Walkiria - [email protected]
Publicado em 10/12/2008 Estimado KALIL, voce é um grande " H A B I B !S (amigo)
salve a kafta, o thaini, o homus, o kibe cru, o arroz marroquino, a esfiha, viva Damasco, Siria, e ao povo arabe/judeus ,turcos e sirios.
Enviado por Rubens Rosa - [email protected]
Publicado em 08/12/2008 Salam aleikum ! Allah u akbar ! Enviado por Luiz Simões - [email protected]
Publicado em 07/12/2008 Emoção pura!
Parabéns pelo relato, na minha infância convivi com árabes e com poucos judeus pois eu nasci no Brás...Moravam tres famílias árabes na vila que eu morava e eu vivia na casa de cada um como mais uma filha...Uma das famílias tinha pensão e eu me deliciava com a comida árabe que era servida para os patricios que frequentavam a 25 de Março, do sabor e do carinho não esqueci até hoje...Lembro bem e ainda sinto o cheiro da coalhada seca, fresquinha e da kafta muito saborosa, feita com carne de carneiro. Dos judeus tenho como referência os doces e o carisma da mãe judia...Ambas raças tem muito de bom para ensinar e na minha querida São Paulo, Graças a Deus vivem em paz.
Adorei ler seu texto.
Um grande abraço.
Enviado por mary clair peron - [email protected]
Publicado em 06/12/2008 Como dizia John Lennon em sua musica "Imagine": Imaginem se nao existissem os paises, religioes e todo mundo vivendo em paz?? Ele se dizia um sonhador, mas eu espero que ele nao seja o unico. Enviado por Etel - [email protected]
Publicado em 06/12/2008 Olá, Antonhy,
Que gesto mais bonito esse que voces praticaram!
Que bom seria se árabes e judeus do mundo todo tivessem essa lucidez de voces. Paz para todos !
Enviado por ~Rosa T. Shimabukuro - [email protected]
Publicado em 05/12/2008 Como profissional lidei com as duas raças. Nunca tive dissabor com nenhuma delas. Na residência, tanto de um, como de outro, sentei-me a mesa. O que diferencia um do outro, é que os Árabes são mais alegres e comunicativos. Os judeus, mais reservados, porem educados. Não sei, se é porque tive mais clientes Árabes. Só sei que tenho muitas, historias interessantes com pessoas de nacionalidade árabe, ou descendentes. Essas historias se iniciaram com os mascates do meu tempo de infância. Salim que carregava uma enorme mala a mão, depois ela estava no guidon da bicicleta, e mais tarde de um carro, até depois ele desaparecer das ruas. Já tinha a sua "lôginha". Estudei, trabalhei, e tive muitos amigos Árabes ou descendentes. Para nós simplesmente "Turcos" coisa nunca rechaçada por todos. Meu cliente Eduardo Nicolau Saad, foi o que mais marcou. A principio tudo começa com a mulher. É ela que é a dona do pedaço onde o serviço vai ser realizado. O marido entra com a carteira, ou o talão de cheque. Depois daquela velha pechincha, a amizade se torna uma realidade. Em 1978, já próximo do Natal com o serviço todo feito,resolvi ir até a residência do Eduardo fazer-lhe uma visita e levar um presente. Sabia o que me esperava. Ele ao receber meu presente e como todo árabe, emotivo quase chorou. Só sei que papo vai papo vem, era meia noite, muitas latas de sardinhas importadas tinham sido abertas, pacotes de pão árabe. Muitas doses de uísque tinham descido, e para quebrar o etílico, aquele café árabe que parece que o coador estava furado. Enfim, Salam Shalon. Paz para todos. Árabes,Judeus e outras nacionalidades. Enviado por Mário Lopomo - [email protected]
Publicado em 05/12/2008 Anthony.Curiosamente depois dos atentados de 11 de setembro em New York, cresceu o interesse pela cultura islâmica no Ocidente. O tiro saiu pela culatra, pois a intenção visível dos EUA era fazer do Islam o bode expiatório para todos os males do mundo, na ausência do extinto comunismo.
O inimigo dos árabes no Oriente Médio não são os verdadeiros judeus, mas os sionistas. Da mesma forma um verdadeiro muçulmano jamais aprovaria qualquer ato terrorista. Muitos judeus ortodoxos ainda se consideram no exílio, pois o Estado de Israel para eles é apenas um instrumento de dominação política e militar, discordante com os princípios da Torá. Como aqui no Brasil não tem nada disso o comum é que os "brimos" convivam em paz.
Tenho amizade com muçulmanos no Orkut, a maioria turcos.
Shalom Salam Selam Paz!
Enviado por Tony Silva - [email protected]
Publicado em 05/12/2008 Kalil, entendo muito bem o que você diz e sente. Filho de imigrantes italianos, nascí na Mooca e nela conviví com gente de todas as raças, credos e costumes. Era comum - e natural - sair da missa, na Igreja de San Gennaro e ir até a R. Odorico Mendes,atrás dos amigos que freqüentavam a Primeira Sinagoga Brasileira e, juntos atravessávamos a Av do Estado, para encontrar o resto da turma, na saída da Mesquita.
E coisas que jamais aconteceriam em outros lugares, acontecem aqui. Como o fato que eu presenciei: Seu Moshe, olhando para os amigos, um judeu e um árabe que caminhavam pela rua, disse-me sorrindo: "Lá vão os dois.Quando não é Pai Abrahão que ampara Maomé e Maomé que ampara Pai Abrahão."
Em qualquer lugar do mundo essa frase seria vista como uma blasfêmia. Aqui, não. São Paulo tem essa qualidade de reduzir as pessoas ao que elas realmente são: Seres humanos. E um ser humano importa-se com o seu semelhante.
O tempo, me ensinou a Bíblia, a Torah e o Corão. E toda a compreensão de que a vida não é nada se não amarmos uns aos outros. Porque deve ser muito triste estar totalmente só em meio a uma multidão.
Salam Shalon Paz!
Natale.
Enviado por Wilson Natale - [email protected]
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