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Categoria - São Paulo da cultura, gastronomia, lazer e oportunidades Cine Marabá Autor(a): Domenico Manzano - Conheça esse autor
História publicada em 09/06/2008
A leitura dos jornais, de vez em quando, nos prega uma peça. Hoje eu estava num bom dia, astral alto, cantarolando, feliz da vida e, ao ler a Folha, dou com a notícia do fechamento do Cine Marabá. Não me sentia preparado para isso. O meu velho Cine Marabá de tantas recordações, de tantas alegrias, de tantos encontros, de tantos namoros! Quantos afagos nas mãos das namoradinhas - era o máximo que nos permitiam -, mas como eram gostosos, inesquecíveis. Algumas, mais condescendentes, permitiam, embora negando (não... não faça isso...) uma carícia nos rijos e virginais seios e a gente ia ao delírio. Bom demais, sô! Que saudade, que tristeza... Depois do filme, um lanche na Salada Paulista, onde se comia de pé, ou o "churra" – pão com bife - do Jeca, esquina com São João. O Bar Brahma ainda não fazia parte do meu itinerário; o dinheiro curto não me permitia. E, à esquerda do cinema, o Terminus. O que era o Terminus? Um Bar Executivo (a palavra ainda não existia), uma boite? Não sei bem; ajudem-me! Percebia, apenas, que era um local de gente elegante, bem vestida e de mulheres bonitas. Aos domingos, A Gazeta Esportiva já nas bancas - Corinthians - Campeão do IV Centenário!
Em seguida, o bonde, a demorada viagem para a pensão longínqua, o sono, o sonho com as starlets, vamps e pin-ups da tela!
Leiam e respondam a este velho amigo: como reagiram diante da notícia? Respondam com urgência, por favor. Preciso saber! Isso é normal ou é coisa de velho nostálgico que reencontra no passado pedaços de uma vida feliz?

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Publicado em 23/08/2009 caro domenico, apesar de não ter vivido o esplendor do cine marabá e sua adjacência tão cheia de vida feliz, que é em resumo o passado de todos nós, acho que este e outros cinemas históricos realmente não merecem se tornar estacionamento ou igreja evangélica.É uma pena! Falando em história me mande um email me dizendo um pouco desse seu manzano de seu domenico.Aguardo. Enviado por antonio manzano neto - [email protected]
Publicado em 07/01/2009 manzano frequetei muito o cine maraba na minha mocidade, adorava assistir os bang bang com audie murphi, lembro me de ter visto um grande sucesso do cinema fraçes RIFIFI lembra? oTERMINUS era embaixo do hotel, era um bar com as portas mais ou menos abertas com varias mesinhas, apos as 21 horas so entrava maiores de 18 anos. eu sei porque levei varias namoradas eles pediam os documentos. isso foi em 1960, o terminus nao era barato era um preço razoavel, o bar brahma era mais barato no balcao, no restaurante, e na boate na parte de cima era um preço mais caro, adorava comer vatapa nas sextas feiras o melhor de sao paulo quantas saudades, BONS TEMPOS. Enviado por joao claudio capasso - [email protected]
Publicado em 23/10/2008 O pior ainda é que ele foi todo desintegrado...na mão do Rui Ohtake, ele vai reabrir com cinco minusculas salas...mas por mais que se faça esse novos arquitetos não tem a capacidade de conseguir voltar com o glamour desses palacios cinematograficos...o toque do gongo alertando para o início do espetáculo....a luz do projetor batendo na enorme cortina vermelha que ia se abrindo lentamente enquanto as luzes ia se apagando aos poucos...que saudades...
Hoje em dia é tudo automatizado, salas quadradas e geladas...pena que os mais jovens não puderam conhecer essa época.
Enviado por Atilio Santarelli - [email protected]
Publicado em 30/09/2008 Caro Domenico.
Também fui frequentador do Cine Marabá, entre outros, Paiçandu,Olido,Metro,Marrocos, alguns dos quais também já não existem. E que saudades eu tenho, só não sei se daquêles cinemas ou do coração batendo forte pelos namoricos que você tão bem descreveu.
Um abraço
Enviado por J.A.Peron - [email protected]
Publicado em 11/06/2008 ESTOU EM JOINVILLE-SC, E PARA MIM TAMBÉM FOI UMA TRISTE NOTICIA, O FECHAMENTO DO MARABÁ, QUANTAS SESSÕES DE CINEMA EU FUI ALI, NAQUELES CONFORTAVEIS SOFAS DE COURO, DO TERREO AO PRIMEIRO ANDAR,HAVIA A BOMBONIERE, FICAVA EU LENDO OS JORNAIS ANTES OU DEPOIS DA SESSÃO DE CINEMA. É UMA VERGONHA OS PAULISTANOS ESTAREM PERDENDO VERDADEIRAS RELIQUIAS DE CINEMAS E HOTEIS, ALGUÉM PRECISA FAZER ALGO. Enviado por Rubens Rosa - [email protected]
Publicado em 11/06/2008 É, Domenico. Não foi apenas você que ficou triste. Eu também frequentei muitas vezes o Marabá e levei várias namoradinhas e fazia exatamente o que você fazia. Era demais, meu.
Um abraço
Nelson
Enviado por Nelson de Souza Lima - [email protected]
Publicado em 10/06/2008 Tanto se fala em reviltalizaçao do Centro mas o que ocorre mesmo é recrudescimento da sujeiraaaaa imoralidade e criminalidade.
O Marabá quando fechou as portes coocou um aviso que ia ser remodelado para a contrução de salas modernas e coisa e tal. Só ficou no papel... Mas a violência das ruas do centro continua firme e forte !
Enviado por Mauro Souza - [email protected]
Publicado em 10/06/2008 Domenico, antes de mais nada, o MODESTO, o GILBERTO, a BERENICE (a eterna Doris Day) e o BEIRA, "comeram barriga" e esqueceram de responder à você que, o "TERMINUS" (que fica ou ficava, pois estou fora de São Paulo há mais de 30 anos e não sei se ainda existe), era um finíssimo Hotel, onde se hospedavam artistas e intelectuais da época, quando de passagem por São Paulo, assim também como o EXCELSIOR (que era em frente, pegado ao Cine Ipiranga e vizinho à SALADA PAULISTA) e ainda o ESPLANADA, que ficava atrás do Teatro Municipal (hoje ocupado pelos escritorios da Votorantim,)onde no ano de 1954, dançei com minha namorada (hoje espôsa) ao som da orquestra de George Henri e o "assoviador" William Forneaux. Quanto a ser "coisa de velho nostálgico", a expressão não se adapta bem, pois "nostalgia" é doença e na verdade o que sentimos, é SAUDADE daquele passado que, só nós que o vivemos, podemos sentir e como você próprio dizer: PEDAÇOS DE UMA VIDA FELIZ... Só quem frequentou os Cinemas (como o Marabá) e locais daquela época, pode mensurar a palavra SAUDADE...é isso aí...Abraços - Flavio Rocha Enviado por Flavio Rocha - [email protected]
Publicado em 10/06/2008 Domenico.
Estou escrevendo, junto com o Carlinhos Necchi, as memórias do João Sebastião Bar, onde ele foi gerente, instigados pela gloriosa Doris Day de outrora(ela não faz a menor idéia do que provocou, ao citar o João Sebastião!). Pois bem, nós descobrimos que a cidade de São Paulo possui diversas camadas históricas, e quase todas elas não existem mais, ou antes, mudaram de realidade. Tornaram-se invisíveis e estão apenas nas memórias dos que pouco a pouco se vão apagando. Eis porque o titulo do nosso trabalho é "Memórias da Cidade Invisível". De vez em quando, um pedacinho da cidade some sem deixar vestígios. No caso, o Cine Marabá, conforme você noticia. E ele ingressa, Domenico, gloriosamente, na Cidade Invisível.É o "Progressio..." do Adoniran Barbosa.
Os cinemas de São Paulo, derrotados pela TV, lentamente, se vão travestindo em estacionamentos de automóveis. Mármores dos saguões são arrancados e vendidos por quilo e ficam aquelas enormes bocas destroçadas apontando para as ruas. Aqui era o Paissandú, ali era o...e assim vai. Choro junto com você. Um abraço emocionado. Lary Coutinho.
Enviado por Lary Ramos Coutinho - [email protected]
Publicado em 09/06/2008 Caríssimo Manzano, sabe o que v. deve fazer? Contate o prof. Papanatas, do Brucutu, ele tem a máquina do tempo, ele ia até as selvas de Mú, pode, com mais facilidade, ir até 1954, e verás, mais uma vez, o Corinthians ser campeão, mata saudade do Marabá, comer um hot-dog, no Salada Paulista. Um abraço e torça... agora na segundona o seu time só no 5ºcentenário. Com um belo nome e sobrenome destes, torcendo pros inimigos... só tem que sofrer... Um abraço e desculpe a brincadeira...
Modesto
Enviado por Modesto Laruccia - [email protected]
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