Goleiros de São Paulo

26 de abril é o dia do goleiro. E São Paulo teve – e tem – grandes goleiros.
Numa seqüência mágica, o Brasil, como um todo, sempre teve grandes goleiros. Sem dúvida, os melhores foram Gilmar, Veludo e Oberdã, mas muito semelhantes na categoria, no arrojo, no reflexo, na elasticidade tivemos também Manga, Mão de onça, Castilho, Raul, Barbosa, Cláudio, Valdir Perez, Taffarel e atualmente, Rogério Ceni, Marcos, Dida e Fábio Costa (grande Fábio Costa, sempre injustiçado, mas exuberante em sua função de pegador de bola).
São muitos os expoentes desta que é a mais ingrata posição do futebol, tão ingrata que, na memória popular, se dos jogadores de linha ficaram os gols espetaculares de Pelé, os passes milimétricos de Gerson, a elegância incomparável de Ademir da Guia, a ginga estonteante de Garrincha, aliás, falando em Garrincha (que só foi vencido pela cachaça), muitos dizem que hoje ele não faria o que fez com seus marcadores do passado e eu digo: Faria e faria muito melhor, afinal, se juntarmos Roberto Carlos, Gustavo Nery, Júnior e outros laterais esquerdos considerados selecionáveis, não teremos meio Nilton Santos, o maior lateral esquerdo de todos os tempos e Garrincha, dizem, cansou de passar a bola entre as pernas de Nilton Santos, mas, voltando às imagens que ficaram na memória popular, a mais famosa é o levantar-se de Barbosa após o gol do Uruguai em 1950.
É a imagem do século 20 quando se pensa em goleiros.
É a reinvenção do desespero, o início do anátema, o mais fiel retrato da derrota, da dor.

Sebastião Luiz Ramos

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