Galeria Prestes Maia

Quando garoto, freqüentava pelo menos uma vez por mês esse local (ligava o buraco do Adhemar à Praça Patriarca, ou ainda liga). Aliás, achava o máximo, pois tinha aquela escada rolante enorme com aquele "monte de gente" subindo e descendo.

Às vezes parava para admirar, pois tenho até hoje aquela carteira de passe escolar e, como estudante, tinha direito a pagar meia passagem. Ainda bem que algum iluminado aprovou isso, pois comprava o passe do ônibus (tinha, se não me falha a memória, CMTC, ou particular), que dava para o mês. Quando sobrava, vendia e comprava pipoca, quebra-queixo, maria-mole etc.

Vejam como somos. Só vendia os benditos passes dos ônibus nessa galeria. Ali tinha outras coisas também (às vezes exposições); era um local de muito trânsito de pessoas.

Gostava muito de ir só para passear, mas perdia-se muito tempo. Morava em Santo Amaro (Campo Grande).

Numa cidade como Sampa, as "coisas" têm de ser descentralizadas. Isto ainda hoje não acontece, inclusive horários flexíveis. Imaginem: o único local que vendia os passes de toda Sampa, para resolver problema de luz, era no Viaduto do Chá, a famosa Light, tudo no centro.

Lembro-me que meu vô dizia: “Hoje preciso ir a São Paulo resolver um problema”. Não entendia muito, porque morava em Sampa e ele dizia isso, mas era o centro de Sampa.

Bem, hoje não sei como está a galeria, pois já faz algum tempo que não passo por lá, mas é ótimo local para se conhecer. É histórico, acredito.

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