Finais de tardes de domingos na Brasilândia…

Nos finais de tarde aos domingos, nos tempos em que os domingos tinham sabor de domingo, sempre havia a macarronada com frango… Era o prato de muitos.

Algumas famílias compravam o frango vivo, quando não os criavam nos fundos do quintal. Eram adquiridos em uma granja que ficava próxima ao famoso ponto final da Vila Brasilândia, na Rua Parapuã. Pois é… E em alguns casos era feita a compra da ave ainda no sábado, desta forma evitava-se a fila na granja no domingo pela manhã. Ao que me recordo, o abate do frango poderia ser feito no local. Bons tempos… Você escolhia o frango, fazia-se o abate ali mesmo, e você levava a ave completa para sua residência… Pasmem!

Na hora do almoço os mais velhos eram os primeiros a serem servidos, com direito a escolher a parte do frango de sua preferência. E mais, existia uma parte da ave que servia para uma espécie de jogo da sorte. Depois, era servida uma melancia, saborosa e fresca, pois não havia geladeira, pelo menos em minha casa. Em seguida aquele papo gostoso em família, pois não tinha televisão.

Agora quando calhava de ter visita para o almoço, era mais gostoso ainda. Lembram do tempo que era gostoso receber parentes para o almoço no domingo? E eles nem precisam avisar que vinham… E nem tinham como avisar, não é? Ali não tinha telefone nem celular. Costumavam fazer surpresa, e era gostoso recepcioná-los! Avós, tios tias, e, é lógico, os primos e as primas. Rolava aquela brincadeira no quintal, com pausa só para o café da tarde.

E como deixava saudade a despedida. O domingo era esperado e aproveitado até os últimos instantes, como era bom! Quando chegava o finalzinho de tarde, aquele restinho, o sol se pondo de mansinho, batia uma sensação de tristeza dentro do coração, bem lá no fundo, no íntimo da alma…

Que saudade da simplicidade dos domingos passados, que eram vividos com qualidade e felicidade, ali na Brasilândia, bem próximo a Estrada do Sabão.

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