A colega do trabalho me lembrou das férias marcadas para 19 de janeiro. E agora? Quinze dias! Ao menos por uma semana, precisamos viajar, só para mudar de ares. Vi alguns roteiros para praias do nordeste, mas alta temporada, sei não… Alto Paraíso, o nome diz tudo, mas em época de chuva…
Em meu socorro, o maridão companheiro: "Vamos para São Paulo". A gente dá uma parada na capital, você curte sua família, e aproveitamos para dar uma passada no litoral norte, e eu mato a saudade da minha filha. Ah! Esse homem sabe me agradar! Quem vive longe daí, claro que é feliz, mas como dizia Ivan Lins, "tão mais longe se torna o cais, lindo é voltar".
De repente passei a visitar os sítios de turismo em Sampa, enquanto equilibro o prato do almoço no colo. A alma já em férias. Claro, os nomes de vocês, conheço quase todos (cadê o Sr. Marcolino? Mariza Leone, tomarei café na Polar, em sua homenagem).
Vejamos: descemos no metrô Tiradentes, damos uma espiada pelas ruas do Bom Retiro, onde morei por uns três anos e estudei no Cursinho da Poli, e onde meu saudoso pai trabalhou por tantos anos em seu escritório de contabilidade. Só nesta região, uns quatro museus. Se quiser, pegar o trem até o Mercado da Lapa – voltar de ônibus até a Praça Ramos -, ou, na Sé, o metrô até o Largo da Concórdia. Caminhar pela Maria Marcolina até o Abu Zuz, se não me empanturrar de abacaxi entre uma esquina e outra…
Parada nas igrejas de Nossa Senhora Auxiliadora e, claro, Santo Expedito, que a lista de agradecimentos é grande. Saindo do Parque da Luz (quero rever o monumento a Ramos de Azevedo, na USP), vamos à região da 25 de Março, o Mercado Municipal, as lojas de iguarias árabes.
Então, subimos em direção ao Largo de São Bento (café no Girondino e visita ao Mosteiro). Há na região uma igreja antiga, discreta, com imagens de São Jorge, alguém sabe o nome dela? É linda!
De vez em quando, olhar para cima, e se encantar com as fachadas. O prédio dos Correios, Martinelli, o interior do Banco do Brasil, a catedral, o prédio do Poupatempo (estou em Metropolis?) ao lado da igreja do Carmo, o Palácio das Indústrias, o Circolo Italiano, aquele prédio que fica ao final da São Luis, e depois confirmar tudo no mirante do Banespa!
Antes do Sebo do Messias, após passar pela minha Faculdade de Direito, um chá gelado. Na XV de Novembro, salvo engano, há um café com tema de futebol. Lindo! Na Sé, comprar fios de ovos. Bairro da Liberdade: comidas, livros, katanas, camisetas, dvd's, curiosidades, novidades…
Galeria Sogo e metrô com suas tribos (planeta Terra?). Do outro lado, imperdível, a Galeria do Rock.. e suas tribos. Ah! O Municipal! Os brinquedos da década de 60, na Galeria da 7 de Abril. Perambular pela Barão, 24 de maio, procurando por quem conserte nosso antigo relógio Silco.
Pegar o ônibus na Xavier de Toledo, fazer o tour pela Tiradentes, Voluntários da Pátria até o metrô Santana. Descer, ir a pé até o Jardim São Paulo, via Mirante, dar uma geral nas compras, tomar um banho, e pedir pra mãe fazer aquele café, enquanto meu povo não chega pra gente pedir pizza!
Esqueci algum lugar? Ora, não dá para fazer tudo em um dia! E isso é apenas o centro velho…
E no dia 25 de janeiro, comemorar meu aniversário também. Porque quem viveu em São Paulo pode até partir, mas leva o asfalto nas veias, e a garra do trabalho na alma, e o amor de Piratininga no coração.
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