Toda favela tem sua característica, mas a miséria é comum, a origem de seus moradores é comum, o sofrimento por falta de escolas, assistência médica.
Há a lei do silêncio entre eles. São acordos, enfim, eles têm seu sistema que está dentro de um outro, em que somos os culpados por eles existirem. Eles não fizeram o sistema deles por vontade própria, mas sim por necessidade, são ajustes, infelizmente, pois todas as favelas existentes em Sampa ficaram ilhadas, e no seu entorno há a classe média, casas, carros, escolas para os filhos, câmeras contra roubo, cachorros dos mais violentos, seguranças, cercas com arame farpado, satélite monitorando 24 horas, viaturas da PM – dependendo do bairro, passando sempre.
O sistema poderia fazer um fórum no Ibirapuera, Anhembi, Morumbi, Pacaembu, ou algum colégio, para discutir a violência em Sampa. O sistema certo e correto cem por cento foi quem criou o sistema errado, onde hoje estão as favelas, seus moradores, com noventa por cento de gente boa.
Não tenho medo de andar em qualquer favela em Sampa, ao menos que surja uma bala perdida. O que mais tenho medo é morar no meu condomínio e ter dois exemplares da raça pit bull que andam sem focinheira, enforcadeira, coleira curta. Um deles já comeu um cachorrinho pequeno vivo. Embora exista uma lei 11.03.2003 de número 11.531 – 20.11.2004, assinada pelo ex-governador Geraldo Alckmin, proibindo essa e outras raças de andarem sem os apetrechos, os animais são fáceis de serem domesticados. Quanto aos homens é mais difícil, mas não impossível. A dona do cachorro pequeno é uma senhora de 74 anos que está até agora abalada, tomando remédios. Portanto, como podemos viver dentro de um apartamento com um cachorro assassino feito para matar seres humanos? Deve ter a genética do Hitler.
Portanto, leitores, é uma polêmica que todos nós estamos envolvidos, afinal estamos em Sampa, e tudo que acontece no Brasil normalmente começa por aqui.
Viva as favelas! Viva Sampa! Abaixo os pit bulls.
Abraços a todos.
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