Eu conheci Margarethe Suida

Foi da década de 1960 a 1970. Margarethe Suida foi a primeira vitima do esquartejador Chico Picadinho. Ela veio da Áustria com o marido para trabalhar em uma firma de automóveis aqui no Brasil.
 
Ela tinha um gênio muito explosivo, e se separou do marido. Era uma mulher muito culta, falava cinco idiomas.
 
Como ela foi dançarina na Áustria, passou a frequentar o “Avenida Danças”, no centro de São Paulo, onde era dançarina. Picotava os cartões dos clientes.
 
Passou a frequentar a noite os bares da Rua da Consolação, ao lado da TV Paulista (depois Globo). Foi em um desses bares que o meu amigo, o Mario Gordo, passou a ter um romance com ela.
 
Depois de um bom tempo, ficamos sabendo que ela tinha sido assassinada, esquartejada pelo Chico Picadinho num apartamento no centro da cidade.
 
Ficamos todos chocados como ela foi morta. O meu amigo ficou muito abalado, não queria mais saber de mulheres da noite.
 
O Chico Picadinho foi preso. Depois de cinco anos ele saiu da prisão e voltou a matar e esquartejar uma outra prostituta.
 
Hoje ele continua preso (a justiça não quer soltar porque ele pode voltar a matar).
 
Depois de alguns meses passados, o meu amigo, Gasolina (motorista de praça) queria vender um revólver. Ao mostrar a arma para um comprador, ela disparou e acertou a sua cabeça, morrendo instantaneamente.
 
A noite em são Paulo era violenta. Hoje, os mesmos crimes estão sendo cometidos, mas por pessoas de família.
 
Enfim, não tem época para matar. A violência está em todos os lugares. É pedir a Deus que nos proteja.