Estação Júlio Prestes – Santa coincidência

Na véspera da inauguração de Brasília, meus pais vieram transferidos pela Estrada de Ferro Sorocabana para a cidade de Osasco, na região metropolitana de São Paulo.

Onze anos depois, em 1971, a EFS foi incorporada pela Fepasa e eu, com seis anos, ia todos os dias para a creche do 3o. andar do imponente edifício da Estação Júlio Prestes.

Cinco anos depois meus pais já estavam aposentados e curtindo a vida.

Em 1980 participei de um processo de seleção de mensageiro, e fui selecionado com mais um grupo de quinze garotos que como eu estavam no 1o. colegial.

O tempo passou e, em 1988, finalmente entrei para trabalhar como Analista de Suporte, na mesma sala em que estive dezessete anos antes, mas agora sem choro, apenas um futuro promissor pela frente.

Posteriormente, ao assistir a apresentação da Orquestra Sinfônica, me vi admirando o antigo ambiente de trabalho que permeou toda minha infância e juventude, e esqueci completamente da Orquestra.

Aquele prédio tem algo que se funde com minha própria história, o que me faz admirá-lo todas as vezes que passo naquela região.

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