Olá pessoal, olá amigos penhenses!<br><br>Após algum tempo afastado, retorno para matar minhas saudades e ativar as minhas lembranças de tempos mágicos, encantadores e que marcaram minhas lembranças. Na Penha dos anos 60 e 70, podíamos andar tranquilamente pelas ruas, sem a pressão do medo que hoje assola os grandes centros, ficávamos na rua brincando até tarde da noite e melhor, até determinado período não havia asfalto nas ruas, iluminação então praticamente não existia, brincávamos de esconde-esconde até tarde da noite – principalmente no verão, período de férias – a obrigação era de avisar em casa onde estávamos, de vez em quando uma mãe aqui outra ali chamava os filhos: venha fulano já está tarde. Parar de brincar dava um aperto no coração, só de pensar que no outro dia é que seria possível, parecia-nos muito distante ter que esperar pelo outro dia.<br><br>Lembro-me das quermesses, os balões então! Nossa! Quantas saudades! “Capelinha de melão é de São João é de cravo é de rosa é de manjericão…”. Os balões iluminavam o céu. Rodar pião na rua sem asfalto ou no campinho das peladas. Soltar pipas, ainda não tinha muitos fios para promover perigo. Viajar para o interior nas férias, nossa! Quantas ansiedades, deduzo que a maioria nem dormia direito, de tanta ansiedade. Entre as indústrias existentes na Penha, havia a Caio, que montava carroceria de ônibus e que permitia aos aprendizes iniciarem a sua introdução no mercado de trabalho.<br><br>Parques de diversões, como eram frequentados quando montados na Penha, a criançada vibrava por brincar nos carros bate-bate, roda gigante, espingardas de pressão, etc. O salão de bailes do Esportivo da Penha lotava aos domingos, depois "dos embalos de sábado à noite", o salão simplesmente não dava para se mexer, promovendo uma tristeza ao ir embora, sabendo que no outro dia era segunda-feira.<br><br>Por falar no Esportivo da Penha, o Carnaval era maravilhoso, tudo em ordem, todos se divertiam a beça. Festa do vinho, quem é que teve a oportunidade de participar? Quem ia embora a pé não subia as escadarias, eram intermináveis quando muito bêbados – bom seria se alguém promovesse esses encontros de jovens da nossa época. Não moro em São Paulo para organizar um encontro dessa natureza, mas com certeza participaria com todo o prazer, até para encontrar e reencontrar os amigos do passado. Um encontro marcado com músicas da época, Bee Gees, Folhas, Commodores, Os Incríveis, Peter Frampton, Donna Summer e outros. Um forte abraço a todos que participam dessa viagem no tempo.<br><br><br>E-mail: [email protected]