Edifício Balança… Balança… Mas Não Cai

Quando na cidade de São Paulo, lá pelos anos 50, podíamos sentar na calçada tranquilamente sem nos preocupar com assalto.

Morava na Rua Joaquim Eugênio de Lima, no Jardim Paulista, e com aquela cadeira de balanço colocava na calçada e com uma extensão ligava o rádio, não existia ainda radinho de pilha. O rádio era de válvula que tinha que esquentar para começar a ouvir.

Sintonizava a Rádio Nacional do Rio de Janeiro, com suas ondas transmitiam, para todo o território nacional, todas às sextas-feiras, às 8h35min, um programa humorístico com todos os artistas da emissora, criação de Max Nunes e Paulo Gracindo com o patrocínio da Perfumaria Mirta: o Programa "Edifício Balança… Balança… Mas Não Cai". Esse programa fez tanto sucesso que ficou no ar do ano de 1950 até 1967.

O programa ganhou esse apelido por ter na cidade do Rio de Janeiro um edifício muito alto e grande com muitos apartamentos pequenos, esse edifício que deu origem a esse nome do Programa Edifício Balança… Balança… Mas Não Cai fica na Avenida Presidente Vargas, nº 2007.

Grandes astros do humor daqueles anos, como Zé Trindade, Walter e Ema D'Avila, Costinha, Castrinho, Rogério Cardoso, Brandão Filho, Paulo Gracindo, Cole, Paulo Silvino e muitos outros que me falha a memória.

Foi nesse programa que tinha o quadro “O Primo Rico e Primo Pobre”. O primo rico era Paulo Gracindo, e o primo pobre, Bradão Filho.

Lembrar desses astros do humor que fizeram tanto sucesso é uma homenagem a esses humoristas que alegravam as nossas noites de sextas-feiras, trazendo muita alegria aos nossos lares, pois naquela época a Rádio Nacional do Rio de Janeiro era sintonizada em todo o território nacional.

Bom tempo de um Brasil bem diferente de hoje em dia, com tanta violência, está fazendo muita falta esse tipo de humorismo. A vocês, que nos deixaram a nossa eterna lembrança por esses momentos de muita alegria…

e-mail do autor: [email protected]