Foram muitos os domingos em que encontrávamos os mesmo amigos do Melvin Jones de Santo Amaro e até do Brooklin, no ponto de ônibus da Viação Sete de Setembro, que ia até a segunda balsa na represa Billings, era uma farra muito boa, pois tinha os amigos que iam com namorada e os que iam para arrumar namorada. Era só alegria, tanta que às vezes o motorista pedia para todos ficarem quietos. Dávamos um tempo e novamente, vinha toda bagunça, mas uma bagunça inocente e alegre.
Quando chegava à Capela do Socorro, já sabíamos quem estava no ponto esperando o mesmo ônibus, parecia que todos tinham combinado, e isso ocorria todos os domingos, ai acabava enchendo o veículo com o resto da turma do Melvin Jones dali e da Piraporinha. Que coisa boa, passávamos por Interlagos já não cabia mais ninguém, íamos em direção ao Grajaú e chegávamos a primeira balsa, depois de enfrentar um poeirão, pois a estrada era de terra.
Descíamos todos, pois na balsa para a travessia não era permitido ficar no ônibus. Após 15 minutos voltávamos para o ônibus e este chegava a um lugar, o qual nós apelidamos de Redenção, por ser parecido com o lugar da novela que passava na época na TV Tupi, ai já descia um pessoal que entrava fortuitamente para não pagar as mensalidades, e o resto descia em frente o portão do Clube de Campo Santa Mônica, nome bonito né?
Este era nosso local de passeio, piscina e paquera, depois das 16h00 sempre tinha um bailinho, ai era a hora de abraçar, beijar muito. Bons tempos aqueles! Na volta tinha mais aventura, pois cantávamos muitas musiquinhas sacanas, e o motorista parava na delegacia da Cidade Dutra, e o delegado de plantão passava uma descompostura, e lá íamos nós quietinhos para casa, para na semana que vem voltar tudo de novo.
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