Sábado a noite, Carnaval 2012… Estou no escritório lendo e escrevendo um pouco. Na sala, assistem um filme pela enésima vez (“repeteco” é o que mais tem na TV paga) juntos, meu marido e nosso filho que veio para Ribeirão passar o Carnaval conosco… Minha filha acabou de sair com o namorado para irem a um barzinho. Aqui dentro, apesar do ventilador, o ar está muito quente, mas, lá fora a noite está fresca e maravilhosa! Já, já vou curti-la um pouco na rede, junto ao meu marido que já desistiu de assistir ao bendito filme!
Enquanto escrevo, vem-me à lembrança outros Carnavais, aqueles bem de antigamente, quando a maior graça dessa festa era realmente se divertir, geralmente de maneira mais tranquila e sem tanta malícia…
Não tínhamos permissão para ir a salões ou a clubes (e nem dinheiro), mas nos divertíamos muito à nossa maneira! Brincávamos de nos pintar, de inventar fantasias, de molhar um ao outro e, quando dávamos sorte, brincar com serpentina e confetes! Às vezes, fazíamos nós mesmos os confetes… E como era bom, gostoso e inocente!De vez em quando a gente levava bronca dos nossos avós por "inadvertidamente" termos molhado alguém que passava na rua!
Na juventude, fui a alguns bailes em salões (em Sampa e no interior), mas nunca gostei muito.
Quando nossos filhos nasceram, fazíamos as brincadeiras no sítio do meu cunhado. Aquilo sim é que era diversão! As crianças nunca sentiram falta de irem a salões para brincar o Carnaval! Improvisávamos a decoração (eu sempre levava várias fantasias, pois sempre apareciam crianças que não tinham levado a sua), lanchinhos, sucos; fazíamos lindos cordões de papel laminado colorido, estrelas, lua, sol, flores e decorávamos a área da churrasqueira que tinha doze metros!
Temos muitas fotos que guardam a alegria verdadeira, o sentido real de diversão das crianças que foi sendo registrado ao longo dos anos…
Hoje, ao ler na internet ou ver na TV notícias sobre essa festa, o que vemos é notícia de violência, graves acidentes, fofocas de "famosos" ou mulheres nuas se expondo como em um açougue…
Resolvo, então, trocar essa triste realidade pelas doces e alegres lembranças de antigamente!
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