Volto mais uma vez a contar histórias, já fiquei viciada em ler e redigir fatos emocionantes, alegres e tristes, mensagens de agradecimento e recordações dos escritores.
Guardo em minha lembrança momentos vividos na querida Vila Hamburguesa. Não tenho a datas dessa vez, mas recordo de amigos que lá viveram comigo durante a minha juventude.
Eu, minha estimada amiga Érica (com a qual mantenho contato até hoje), meu irmão Jorge, Lília e Ivone, nos reuníamos aos domingos e saiamos para passear em uma praça que chamávamos de “Bosque dos Eucaliptos” (o local existe até hoje e, quando por lá passo, vejo-me pequena a brincar ao redor daquela vegetação, respirando o ar puro com o perfume das árvores). Outras vezes caminhávamos por uma rua também ladeada pelos eucaliptos, chão de terra batida, com poças de água fazendo pequenos montículos, que pulávamos de um para outro até chegarmos ao fim, onde atualmente está situado o CEAGESP.
Em frente ao local onde eu morava existia um campo verdejante e apenas uma casa. A dona da casa possuía um pequeno rebanho leiteiro e fornecia o precioso líquido quente e espumante a toda à vizinhança. Lá também brincávamos em meio aos mansos animais a pastar. Certa feita um destes animais saiu da sua pastagem, entrando em nossa casa por um corredor estreito e entalou. Os vaqueiros o puxaram para um quintal mais largo para poder retirá-lo de lá, raspando sua enorme barriga no muro já apinhado de crianças, que queriam assistir ao desfecho de tal acontecimento.
E assim este site maravilhoso faz-nos puxar pela memória na ânsia de recordar passagens felizes, corriqueiras, simples e verdadeiras da nossa querida infância.
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