Do leite de cabra à agitada região do Itaim

Ensaísmo dos acontecimentos históricos e contemporâneos. Na verdade
é uma esperançosa e gostosa oportunidade de reencontrar, contatar
amigos e antigos vizinhos. Mesmo os que já se mudaram, quando podem,
sempre voltam à certos locais como ao Supermercado Peg Pag, (agora
Pão de Açúcar), na loja Kopenhagen, na livraria Saraiva-Century
Plaza, todos na Rua Joaquim Floriano, ou ao Extra da Rua João
Cachoeira, (rua tida como sendo um Shopping ao Céu Aberto), ao bar
Amarelinho-Mestre das Batidas, (Clodomiro Amazonas/Leopoldo C. de
Magalhães Jr.), além de ir passar bons momentos no Armazem-Bar do
Hugo, octogenário estabelecimento na Rua Pedroso Alvarenga ou lá no
O Sebo Itaim, pequena mas ótima loja de livros, revistas, discos em
vinil e CDs usados, na Clodomiro Amazonas. Bater um bom papo, saber
das novas ou recordar aventuras da mocidade. Conferir, resgatar,
corrigir, valorizar.

Dentro desse universo gastronômico, cultural, literário, social e
urbanístico, sem preocupação de periodicidade, perfaço minha
vivência a partir da segunda década de 40, quando enormes
descampados entre as chácaras da região, se ofereciam aos moradores,
integrando-os através dos jogos de futebol, entre os times da Vila
Olímpia contra os do Itaim, além dos festejos juninos, das
quermesses, das idas às missas e reuniões no terreno das capelas e
depois nas casas e salões paroquiais das igrejas vizinhas.

Na minha infância podíamos brincar livremente na rua. Jogávamos bola
nos campinhos de terra. Empinávamos pipa, (quadrado), sem enroscar
nos fios elétricos. Pó de vidro colado na linha, nem pensar.
Comíamos frutas oferecidas ou surrupiadas em árvores dos quintais
que faziam muro com as ruas e travessas. Em certos dias saboreávamos
o leite de cabra, quentinho, ordenhado na hora e vendido de porta em
porta por um senhor português, (olha o leiiiti de cabra), servido
em canecas de alumínio, sem rebarba ou dobra na boca das mesmas,
trazidas pelos próprios fregueses. Questão de limpeza bradava o
lusitano, limpando as tetas do animal com um pano úmidecido. Nunca
pude saber com o que. Me recordo da alvura do tecido de algodão
recortado do saco de farinha.

Outros pregões: – do alemão do sonho doce, (olha o sonho, sonho
doce); – do vendedor de miúdos buzinando e gritando, fígado, fígado,
bucho e moela; – do chacareiro português com uma grande cesta na
cabeça, (sobre rodilha), sempre com verduras fresqüinhas, (olha a
verdura, verdura, … verdureiro). As sortidas quitandas dos
portugueses e dos japoneses vieram tempos depois.

Esperava-se a carroça, (refrigerada à pedras de gelo), do peixeiro
ouvindo ao longe o badalar de um pequeno sino pendurado no pescoço
da cansada mula. Era a minha tia, (Da. Urgulina – tia Gula, tecelã
no turno da manhã na Fábrica de Tecidos Calfat), que escolhia,
limpava, empanava e fritava as sardinhas. Nossa gostosa mistura do
jantar daquela tarde. Me impressionava o carrinho do afiador de
faca e tesoura e as corridas notas do seu apito. Parado, podia girar
uma pedra circular, apertando um pedal e forte tira de couro. Então
encostava a faca ou a tesoura da minha mãe na pedra, soltando
fagulhas coloridas. Depois vinha o soldador de panelas.
Repetitivamente batia, rebatia um ferro curvado e prezo nas pontas
num pedaço de madeira. Um traratrata. A histórica matraca.

Trocas de favores pelos muros das casas. Xícaras de farinha, de
açúcar, dois ovos, alguns legumes e pedaços de bolo. Se pedia quando
faltava em casa. Mas acho que na verdade era mais uma forma de bom
relacionamento.

Vizinha, não lavei a vasilha para não lavar o teu coração, obrigado
pela presteza, dizia minha mãe, Da. Benedita, do quintal de casa. Do
outro lado do muro, a resposta da Da. Miquelina: – que nada, não se
preocupe, quando precisar é só pedir. E num outro dia: Vizinha, a
senhora pode olhar os meus filhos? Vou entregar esse vestido lá
pelos lados da Iguatemi. Pode ir sossegada, vizinha.

A tardinha, sentadas em banquinhos ou cadeiras, encostadas no muro
da frente de rua, as comadres conversavam até a chegada do dono da
casa. A molecada jogava fubeca, estalando bolinhas de vidro. As
meninas brincavam de amarelinha. O meu pai, funcionário público do
antigo IAPB, chegava, tomava um banho rápido, jantava e ia trabalhar
como porteiro no Rinque de Patinação, na Rua Joaquim Floriano.
Depois ele se empregou como bilheteiro do Jockey Club de São Paulo.
Aí trabalhava nas 2ª e 5ª feiras à noite e aos sábados e domingos,
de tarde.

Nas noites de 6ª feira, íamos à reza na Paróquia de Sta. Teresa de
Jesus, na igreja da Rua Tabapuã, avisados pelo badalar do seu único
sino. Passávamos em frente da escola de datilografia da Da. Marieta,
esquina da Rua da Ponte, (Clodomiro Amazonas), com a Rua Viradouro.
O prédio da antiga igreja se transformou em supermercado, até o
desabamento do seu teto, em 1999, após o original e velho madeirame
ser arrasado pelos cupins. Reformado, agora serve como cozinha
industrial e depósito para os restaurantes do Fasano. A antiga
escola de datilografia virou lanchonete.

Nos finais de semana, disputas entre o São Cristóvão X Visitante me
obrigavam a acompanhar o Sr. Orestes, jogador e as vezes treinador
do time da casa. Para passar o tempo, ficava catando as bolas que
caiam no Córrego do Sapateiro. Os jogadores machucados procuravam o
respeitado Sr. Mimi, massagista amador e curioso ortopedista, ali na
sua casa ou no armazém logo após a ponte da Rua da Ponte.

Os moradores gostavam de caçar rã com ancinhos, (tridentes) nos
brejos da Vila Olímpia ou mesmo em alagados ainda existentes na
margem do Rio Pinheiros, esses sem poluição, pelo menos aparente.
Aos domingos, os homens usavam terno de casimira ou de linho branco,
capa de gabardina, chapéu e os sapatos sempre bem engraxados. Era a
roupa da missa.

Íamos à padaria todos os dias. Pelas manhãs era para comprar o
leite, (frasco de vidro) e o pão recém saído do forno, quentinho. Eu
pedia o pão moreninho e descia pela Clodomiro mordendo-os,
saboreando-os e espalhando casquinhas. Não era por medo de se perder
como na história de João e Maria. Adoro sanduíche de pão com pão.
Aos domingos, pela manhã até a hora do almoço e depois à tardinha,
respeitados senhores se reuniam para tomar algumas cervejas enquanto
esperavam, (como desculpa), os assados saírem do forno à lenha e o
fatiar das diversas e costumeiras cem gramas de frios.

Lembro que nas grandes festas como do Natal e Páscoa, o meu pai,
(Sr. Orestes), mandava assar o leitão e/ou peru na padaria na
esquina da Rua da Ponte, (Clodomiro Amazonas), com a Rua Joaquim
Floriano. O leitão tinha que ficar à pururuca. Iguarias
cuidadosamente temperadas pela minha avó, Dona Francisca.

As negras senhoras eram requisitadíssimas como cozinheiras de forno
e fogão em casas nobres e de tradicionais famílias dos bairros
vizinhos, dos Jardins à Higienópolis. Nesses anos, tudo era perto e
bonito ou pelo menos me parecia. Ganhei muitos brinquedos já usados
pelos filhos desses pseudo nobres. Lembro-me de um reforçado
patinéti todo vermelho. Descia orgulhoso pela Rua da Ponte.

Na metade dos anos 60 aparece um modestíssimo bar assando frangos
temperados. Deliciosos. Foi uma grande novidade, O Frango Assado, na
Rua Joaquim Floriano, pouco antes da Clodomiro. Ficou famoso e mudou
para Rua Urussuí, no início do quarteirão do E.E. Aristides de
Castro.

Lá na esquina da Clodomiro Amazonas com a Rua Iaiá, Rua Iaiá,
fazendo tremendo sucesso funcionou o inigualável bar, o Mestre das
Batidas e sua deliciosa lingüiça assada no álcool, especialidade do
Sr. Armando, o Chapinha. Também mudou de local. Esta na esquina com
a Leopoldo Couto de Magalhães Jr. As paredes externas pintadas de um
amarelo ovo.

A primeira padaria do bairro, instalada pouco antes da Rua João
Cachoeira, foi a Padaria Lepera, do Zé Padeiro-José Lepera,
(fundada em 1922). Não foi no meu tempo. Uma outra, pouco mais
sofisticada, surge lá no início da Rua Joaquim Floriano, na praça
dos ônibus da agora Pça. Dom Gastão Liberal Pinto. Era a Padaria
Maná.

Bastante modificada, porém ainda no mesmo local temos a padaria da
esquina na Rua Tabapuã/Clodomiro, em frente à nova matriz da Igreja
de Santa Teresa de Jesus. Era o local de encontro dos jovens da
chamada turma da igreja, no intervalo das missas de domingo, dos
anos 60/70. Como e aonde estarão as meninas, as garotas? Não digo os
nomes, mas gostaria de saber.

Os bons tecidos comprava-se na loja do Sr. Moisés da Joaquim
Florirão com a Rua João Cachoeira. Agora vemos a unidade das Casas
Marisa. Na carpintaria da esquina da Rua do Porto com a João
Cachoeira, mandava-se fazer e consertar nossos móveis. Um dos irmãos
carpinteiros, (Vicente), era goleiro do Clube São Cristóvão, time de
futebol com seu campo logo abaixo, na mesma rua. O jovem goleiro,
com grande garbo e prestígio, saía de casa já todo paramentado para
jogar. Olhares lânguidos das jovens o acompanhavam. Atualmente no
amplo terreno da família vê-se um estacionamento. Dizem que ali vai
se instalar um famoso restaurante.

Na mesma rua, entre a Travessa do Porto, (atual Luís Dias), e a Rua
João Cachoeira, morava a família do sapateiro, o Seu Fiore . Hoje
tem-se o complexo de ginástica Pelé Clube. Comentava-se que além de
bom sapateiro era um ótimo tenor. Seu Fiore, remendando sapatos,
conseguiu formar um filho, médico, pela USP. Lembro do futuro
médico, sempre com suas roupas brancas, se locomovendo de lambreta.
Nas folgas, o ainda estudante de medicina, respeitosamente ajudava o
orgulhoso pai, numa pequena oficina instalada no terraço lateral à
casa.

As compras diárias da minha casa sempre feitas no armazém do Cabeça
de Porco e pagas no final do mês. Prática de venda, marcando para
pagamento posterior. Os gastos em açougues, armarinhos e bares
também eram marcados em caderneta individual.

O estabelecimento do Cabeça de Porco ficava no morrinho de um enorme
terreno que ocupava a esquina da Rua do Porto, (Leopoldo Couto de
Magalhães Jr.), com a Rua da Ponte, (Clodomiro Amazonas). Alias,
esse local era o mais alto da área. Depois, no decorrer dos anos 60,
para construção dos sobradrinhos conjugados, (alguns ainda
resistem), é que se retirou a terra, nivelando-o com a rua. Isso
pode-se confirmar verificando a posição elevada da única casa
térrea, ainda existente no n.º 700. Era a casa da família da Dona
Ivone Garcia, costureira, (figurinista), e de notável atuação nas
ações comunitárias da paróquia. O seu irmão foi um dos personagens
da escola de samba, (cordão carnavalesco), do bairro.

O proprietário do armazém, (Cabeça de Porco), recebia todos os anos,
a comitiva da Romaria à Pirapora do Bom Jesus, soltando dezenas de
rojões. Enquanto isso, senhoras fuxiqueiras comentavam que o dono
anterior propriedade do terreno no morrinho e do armazém, (antes do
Cabeça de Porco), teve que vender a área e só assim conseguir arcar
com parte dos altos custos do processo e julgamento que o livrou da
prisão por ter assassinado a esposa. O seu defensor, (advogado)
enricou, diziam elas.

Os orgulhosos romeiros, vistosamente paramentados e cavalgando
garbosos eqüinos, desfilavam subindo a pequena inclinação da então
Rua da Ponte, seguidos por admirados habitantes do bairro. Vinham
desde o distrito de Sto. Amaro. Paravam primeiro numa vendinha
situada nos campos do final da Travessa do Porto, (Luís Dias), entre
a Clodomiro Amazonas, (Rua da Ponte), até a João Cachoeira e Rua Dr.
Eduardo de Souza Aranha, depois e em frente à pinguela de madeira do
Córrego do Sapateiro. Ali enquanto os animais descansavam e se
alimentavam numa cocheira (cercado), a comitiva bebericava algo(s).

Retornavam à Rua da Ponte, atravessam a forte ponte de madeira sobre
o córrego, única ligação para animais e carros, entre o Itahim e V.
Nova Conceição. Sob o estourar de rojões seguiam até a Rua Tabapuã,
recebendo benção dos padres da igreja. Aí pegavam a Rua Iguatemi até
o bairro de Pinheiros, encontrando outros companheiros. Era uma
festa, tanto na ida como quando do retorno desses considerados
nossos heróis.

Poucos anos depois, na Rua do Porto, (Leopoldo Couto de Magalhães
Jr.), atravessando a Rua Clodomiro Amazonas, quase no meio do
quarteirão, calçada do lado direito, se instalou uma fábrica, a
Tecelagem Lady, transferida da Rua Fiandeiras. O apitar da chaminé
marcava as horas de troca de turno dos operários e orientava os
moradores da região. Lançava ao ar uma fumaça branca, porém de odor
irritante. No quarteirão, em frente, existia uma fábrica impressora
de discos fonográficos, com gravação no papelão. Não era em vinil.
Pois é, se chegou gravar músicas em discos de papelão.

Mais ao fundo do mesmo e grande quarteirão, margeando o córrego,
erguia-se as antenas da Rádio Panamericana. Algumas vezes cruzei com
o Paulo Machado de Carvalho, ainda não conhecido como o General da
Vitória da Copa de Futebol, subindo e descendo a rua do Porto, (R.
Leopoldo C. de Magalhães Jr.). Anos depois, na mesma área foram
mantidos viveiros com pássaros exóticos. Cheguei a examinar algumas
dessas belíssimas aves, acompanhando uma bela jovem veterinária,
quando estagiei, (1973 à 75), no Departamento de Parasitologia/Inst.
Biomédicas-USP*. *Lembranças do amigo e mestre Prof. Gabi, do meu
orientador e incentivador nas iniciais pesquisas, o Prof. Edson, sem
me esquecer do emérito e eterno, meu mestre, o Prof. Dr. Samuel B.
Pessoa.

Abraços ao Prof. Flávio Luís, companheiro nas coletas de parasitas
em peixes e juntos como docentes em faculdades do interior de São
Paulo. Fomos assistentes do Prof. Luís, e professores do então aluno
Geraldo José Rodrigues Alckmin Filho, na disciplina de Parasitologia
Médica, na Fac. de Medicina de Taubaté/SP.

Na esquina da Rua Pequena, hoje Rua Atílio Innocente com a Leopoldo
C. de M. Jr., ocupando quase todo um quarteirão, via-se um terreno
gramado e arborizado com uma bela e enorme casa térrea. Eu chamava
de a casa dos alemães. Em toda rua era a única (na época) com
campainha, que nós crianças não deixávamos quieta.

Na década de 80, no local funcionou o primeiro Restaurante
Leopoldo's. Depois, grande parte do terreno foi tomado pela Av.
Brig. Faria Lima. Do que restou na esquina com a nova avenida, se
instalou um banco com agência prive. Dias atrás, ao passar por lá,
notei a construção de um enorme e alto salão. Acho que vai servir à
festas e local de um restaurante. Não sei. Seus muros são altos e
enormes. Seguranças, aqueles de terno preto e óculos escuros,
observam ironicamente os normais transeuntes. Da original e bela
casa, preservaram, (ou esqueceram), uma parte contígua, a edícola,
agora com frente para a Rua Atillio Inocenti.

O fato histórico de interesse é que essa área deve ter sido parte do
aldeamento de índios levantado pelos jesuítas preocupados em
instalar pontos de resistência e defesa à possíveis invasores vindos
do litoral pelos caminhos do Rio Jurubatuba, (Pinheiros). Quando das
óbras da extensão e alargamento da avenida foram encontrados peças
arqueológicas que poderão comprovar tal fato.

Um prédio da região do Itaim Bibi à ser lembrado, situado na Rua do
Porto, até pela sua quase interminável construção, é do imponente
Palacete dos Ritz, (na agora Rua L. C. de Magalhães Jr.). Atualmente
se instala majestosamente a escola de línguas Cultura Inglesa,
também originária da Rua Fiandeiras, como o ocorrido, décadas atrás
com a Tecelagem Lady. A construção do palacete da família Ritz, se
prolongou por anos afins, desde os finais de 50, correndo pelos anos
60. Mesmo semi-pronta serviu de moradia para a família. Também
tinham uma oficina de torneiro mecânico, (não existe mais), na Rua
Clodomiro Amazonas, vizinha da atual e movimentadíssima Lanchonete
Samaro.

Na década de 60, na esquina e no mesmo local dessa lanchonete,
(Samaro), existiu um bar com frente apenas para a Rua
Joaquim Floriano. Era o ponto de encontro de artistas, iniciantes
políticos, dos alunos da USP e dos colégios vizinhos. A noite íamos
para lá e trocávamos idéias sobre música, teatro e política. O
compositor, cantor e pianista Jonny Alf esteve por lá, levado pelo
então estudante e presidente do Grêmio Costa Manso, Edson Simões.

Existiu um estabelecimento de mesmo nome, (Padaria Samaro), pelos
lados da Vila Olímpia Alta, esquina da Av. Sto. Amaro com a Rua
Prof.Vahia de Abreu. Outras padarias devem ser citadas ainda com
suas vias de terra: – a Panificadora Nova Original, (desde 1943), na
Sto. Amaro com a Rua Afonso Braz, tendo de frente, na outra esquina
da Afonso Braz, o vistoso prédio do Laboratório Endoquímica, agora
servindo como Campus-UniFMU/Ibirapuera;

– e a modesta Padaria Minha Deusa, hoje recuperadíssima e com novo
nome, Padaria D'arte, na esquina das ruas Prof. Vahia de Abreu com a
Ribeirão Claro. Seus donos atuais, comemorando a renovação
comercial, em 2004, patrocinaram uma pesquisa, com caprichosa
editoração. Publicaram e distribuíram gratuitamente para toda
comunidade um cuidadoso livreto contando a história do bairro e do
produto carro chefe, o Pão, (Vila Olímpia – A morada dos Deuses). Um
dos seus sócios, (César A. Cellulari de V. Maia), tem parentesco com
o ator Edson Cellulari, que compareceu com sua esposa, (Cláudia
Raia), e filhos quando da reinauguração da panificadora. Encontramos
um exemplar dessa importante publicação na Biblioteca Anne Frank-
Itaim Bibi.

Helcias B de Pádua
11-9568.0621
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