Desabafo de um saudosista

Tenho recordações da educação que tínhamos quando éramos crianças (década de 60).

Antigamente o meu pai conversava comigo com um simples olhar e também com uma simples expressão facial, pois quando isso ocorria, eu já sabia o que meu pai queria. Geralmente eu estava ultrapassando algum limite.

Recordo-me que quando chegava visita em casa, as crianças não podiam interromper a conversa dos mais velhos, senão lá vinha o famoso olhar paterno. Foi uma época em que nos lares havia verdadeiros homens, chefes de família, provedores e amigos que deixavam um fio de bigode no comércio que vendia fiado, simbolizando palavra de honra quanto ao pagamento.

Devemos sempre caminhar para frente, sempre buscando a modernidade, mas não deveríamos ter deixado de lado os valores dos homens e mulheres de bem que haviam no passado, e que ajudaram a construir a rica história paulistana.

Um grande abraço.

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