Contigo aprendi a andar, contigo aprendi a falar. Contigo aprendi a respeitar o próximo, contigo aprendi a brincar, contigo aprendi a rezar, contigo aprendi a ter educação, contigo aprendi a ser homem. Como diz a letra da música, eu te conheci no dia em que eu nasci.
Obrigado minha querida mãe ( já falecida). Este relato é uma pequena homenagem a minha falecida mãe, uma mulher muito trabalhadora que só pensava no bem estar dos filhos.
Nos anos 50 não existia a máquina de lavar roupas e ela ficava horas no tanque, que tinha no fundo do quintal ,lavando as nossas roupas. Adorava ir fazer as compras na feira que tinha na Rua Minas Gerais, às terças-feiras. Era uma mulher positiva, só falava em fazer o bem, nunca a vi de cabeça baixa. Estava sempre com os pensamentos positivos: “tudo vai ficar bem, tudo vai dar certo”, ela sempre dizia em casos de desesperos, “reza para Nossa Senhora Aparecida, ela vem te socorrer”. Estava sempre dizendo uma palavra de conforto.
Quando chovia e tinha muitos raios e trovões, eu tinha medo, ela rindo me dizia euv ou rezar para Santa Barbara e a chuva vai passar.
Quando um dos meus irmãos casou, ela ofereceu uma grande festa de casamento. Foi uma festa maravilhosa com um buffet famoso da doceria paulista.
Ela fez tudo que estava ao seu alcance para ver os filhos felizes, às vezes eu fico pensando, que é difícil ver uma mulher hoje, fazendo coisas que a minha mãe fazia no seu tempo. Tudo bem, hoje as mulheres são independentes, têm suas profissões (são médicas, advogadas, policiais, etc.), mas enfim, todas as mulheres tem o seu valor.
Minha mãe faleceu com 75 anos, em 1975.
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