Como parei de fumar?

Fumava desde os 14 anos e achava o máximo! Quando adulta, fumava dois maços de Saint-Moritz longo diariamente! Quando trabalhava na Pirelli – início da década de 80 – tentei parar, fiz de tudo, anotava o horário em que acendia cada cigarro; deixava de comprar (mas deixava um maço com o Jorginho, meu colega de trabalho, caso não aguentasse a abstinência); se pegava um táxi, acendia um cigarro e dava o restante do maço para o motorista e muitas outras coisas… Nada adiantava! Dizia para o meu marido:
– “Acho que só vou conseguir parar, definitivamente, quando engravidar…”
E ele me dizia:
– “Se você parar, pararei também.”

No ano de 1982, ao receber o resultado do exame de sangue constatando que eu estava grávida, saímos do laboratório na Avenida Angélica e, antes de entrarmos no carro, resolvemos acender um cigarro para comemorar a grande notícia… Nenhum de nós dois conseguiu dar um trago sequer! Não sei explicar o que aconteceu!

Dali seguimos para o Ibirapuera, onde ficava o consultório do nosso dentista, Dr. Miguel Tallo, pois tínhamos horário agendado. Lá chegando, demos nossos maços de cigarro e os isqueiros para ele e para sua assistente, dizendo que havíamos parado de fumar! Em nosso íntimo já éramos ex-fumantes!

Os dois também se animaram e na nossa próxima consulta disseram que também haviam parado. Ficamos felizes com tão boa notícia! Minha cunhada nos disse que estava muito orgulhosa de nós, porque nossa atitude em abandonar o vício demonstrava que estávamos evoluindo espiritualmente. Isso nos animou ainda mais… O dentista parou definitivamente, mas sua assistente não conseguiu.

O interessante é que, desde aquele dia – já se passaram quase 31 anos – minha filha fará 30 anos no final de janeiro – nunca mais nem ao menos acendemos um cigarro, nunca mais demos um trago sequer! E o que considero mais incrível é que eu secretariava um setor na Pirelli com mais de 30 homens que, em sua maioria, eram fumantes. Quando saíam a campo, geralmente deixavam seus maços de cigarro sobre a mesa e eu nunca me senti tentada a pegar um que fosse!

A única explicação que temos para ter sido tão fácil para nós dois pararmos abruptamente de fumar é que recebemos ajuda divina, muita ajuda! Somos eternamente gratos a Deus por ter nos concedido uma graça tão grande! Afinal, somos depositários deste corpo e dele temos que cuidar, pois teremos de apresentar contas se não o fizermos…

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