Trabalhei na Biblioteca do Colégio Rio Branco, nos anos anteriores a 1958, quando o Colégio ainda estava na Dr. Vila Nova. Eu ia para lá com meu Romi Isetta e sempre acontecia que ao sair, não o encontrava onde havia estacionado: os alunos em grupos de 4 ou 5 simplesmente carregavam o carro e mudavam-no de lugar! Quando eu acabava o trabalho, lá pelas 17 horas, ia ate a Biblioteca Circulante, sentava-me no jardim ali atrás e me deliciava com os passarinhos nas arvores fazendo um barulhão com seu chilrear. Mas o que era mais fascinante, era bater as mãos: por um segundo eles se calavam completamente.
Ah, como era calmo e limpo e sossegado aquele centrinho de São Paulo. Para encerrar a tarde, um docinho na Dulca da D.Jose de Barros, sempre com o Romi Isetta parando nos lugares onde eu ia.
PS. Mais um pedacinho de minha vida e da vida de S.Paulo:
Entre 35 e 39 morávamos na rua Martiniano de Carvalho, e dos fundos da casa eu ficava olhando encantada a primeira piscina de S.Paulo nos fundos da rua Itororó.