Em tempos que já se vão, era freqüentadora assídua dos cinemas de São Paulo.
O Cine Tropical na Rua Roma, na Lapa, bairro tradicional de São Paulo, onde hoje é uma agência bancária.
Cine Nacional, na Rua Clélia, que depois de cinema virou uma espécie de teatro onde se apresentavam grandes nomes da música brasileira e internacional, como Roberto Carlos, Ney Matogrosso, Ray Conniff com sua orquestra maravilhosa e muitos outros.
A Lapa teve também os cines Recreio na Rua Doze de Outubro e Ararat na Rua Mercedes e o Cine Jaraguá na Rua Catão, que não cheguei a frequentar como cinema, mas fui a alguns bailes de carnaval, até ser fechado. Em seu lugar surgiram prédios de apartamentos.
Igualmente ia ao Cine Metrópole, com decoração vermelha e dourada, onde assisti a filmes memoráveis, esperando em longas filas e que deixou lembranças mil quando ia com meu namorado.
Tinha o Havaí, na Rua Turiaçu, o Regina, Marrocos, Ipiranga e muitos outros.
Eu era cinéfila. Continuo cinéfila. Amava ir ao cinema. Era um divertimento barato, curtido por muitas pessoas que, depois das sessões matines, iam às lanchonetes para um gostoso lanche e se à noite, para as pizzarias.
Marcávamos com a "turma", na porta deste ou daquele cinema e era uma festa só!
Grandes filmes, filas imensas que davam a volta no quarteirão.
Lembro-me da trilogia SISSI, no Cine Tropical da Lapa, uma loucura para assistir. Passavam o mesmo filme em várias casas e as filas eram imensas em todas elas. E não eram cinemas pequenos como os que existem nos shoppings. Eram imensos salões e estavam sempre lotados.
Hoje, quem quiser assistir a um filminho, basta ir a uma locadora ou ver pelo computador.
O cinema perdeu um pouco de sua graça e o charme. Ficou solitário assistir a uma boa sessão.
Continuo a assistir meus filmes pela TV, mas não é a mesma coisa.
Para ir ao cinema a gente se arrumava toda; mulheres de salto alto e roupa de domingo. Homens de paletó e gravata, sim! Porque não se entrava nas salas de cinema sem paletó e gravata. Um respeito que tínhamos para com nossos colegas de sessão!
A tecnologia acabou com aqueles momentos de puro prazer. Uma pena!
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