Fins da década de 40 e início da de 50, curti muito aquele quadrilátero compreendido entre a Praça Ramos e Praça da República. A parada no Mappin era obrigatória. Ali os namorados marcavam encontro. E havia aquela maravilha de vitrine, repleta de coisas lindas. O circuito do Cinema começava pelo Marrocos, Art Palácio, Ritz, Bandeirantes, Jussára, Ipiranga, Marabá, Metro, República, considerados a elite paulistana. Vieram depois: Olido, Coral, Barão. Alguns ficavam ligeiramente afastados desse quadrilátero: Oásis, Regina, Cinerama, Arouche. O Metrópole, por ficar numa Galeria, marcou uma história à parte, pois ao seu lado foram se instalando aqueles bares com mesas na calçada, o Paribar foi um deles, e sem dúvida a Praça Dom José Gaspar era um recanto charmoso. E a São Luis um boulevard brilhante com aquelas agências de turismo e aviação. O que dizer então dos restaurantes, bares, casas de lanches, apenas para lembrar alguns: Brahma, Salada Paulista, Barbazul, Confeitaria Vienense, Leiteria Americana, Paribar, O Gato Que Ri, Dom, Casa Kibe, Moraes, Ponto Chic, e muitas novas lanchonetes ao estilo americano com aqueles extensos balcões dos mais diversos formatos com aqueles infalíveis banquinhos. A Avenida São João era a passarela obrigatória, ali você encontrava de tudo, servido na hora: frango assado, kibe, esfiha, milho verde, curau, pamonha, mate gelado, amendoim em cones de papel, sorvete italiano, chopp, raspadinha de gelo. Sempre na calçada da esquerda, sentido bairro.
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