Cine Olido

Quando da sua inauguração ele era imponente, chique, ultra decorado, com suas poltronas almofadadas, um espesso e fofo tapete, suas enormes cortinas corrediças, e era uma emoção incontida quando as luzes iam se apagando, sinal que o espetáculo iria começar! Abertas as cortinas, lá estava no palco um grande e reluzente piano de cauda que em instantes era tocado pelo pianista. Era uma festa ir no Olido nos seus primeiros tempos. Um fato inusitado para a época aconteceu comigo numa das seções durante o dia: terminado o filme a minha vizinha de poltrona, empolgada, se dirigiu a mim, opinando sobre o filme até chegarmos à rua, quando dizendo: "Seria ortodoxo convida-lo a um cafézinho?" Nunca nos vimos mais, e continuamos tão anônimos como eramos anteriormente! São Paulo Sociedade Anônima!