Quando era criança morei também no bairro Cidade Leonor. Lá em baixo, na rua Artêmis que cruzava a Iboti que começava na rua Barrânia. Da janela de minha casa avistávamos a Vila Santa Catarina onde tudo era mato. Naquela época havia muito terreno vazio e eram os quartéis generais da molecada. Me lembro da Igreja de São Benedito, do Pe. Aníbal e de suas quermeses. Meu pai nos obrigava a ir à Missa e dizia que sem religiosidade não somos ninguém. No maior terreno, próximo de onde havia um pequeno comércio, esquina com a Tejupá, durante muito tempo foi instalado o Circo Perí, onde todo mundo ia no sabado à noite (luta livre dos anões, a caravana do perú que fala -Silvio Santos, Golias e Carlos Alberto e outras atrações passaram por lá). A música mais tocada no alto falante era Diana com o Carlos Gonzaga. Para pegar ônibus tinhamos que ir à pé, cruzando trilhas, passando por uma enorme plantação de eucaliptos, até próximo onde hoje é a estação Jabaquara do Metrô. Eu gostava de andar no papa fila (um onibus enorme, pré historia do articulado). O cinema mais próximo era o Cine Maringá no entroncamento com a Av. Conceição. Como não havia prédios o final da pista do aeroporto de Congonhas era vista de vários pontos do bairro. E eu me lembro da chegada do avião, acompanhado de caças da Aeronautica, trazendo os Campões Mundiais de Futebol de 1958. Toda a garotada estudava (naquela época não se via criança sem escola) nas Escolas Agrupadas de Vila Babilônia. Me lembro das minhas primeiras professoras: Dna. Itália, Edna, Maria Alice e Walquiria. A nossa diretora se chamava Sâmia Achoa. São nomes que nunca esquecí. Velhos tempos.