Na década de cinqüenta a grande arte da molecada era esperar os caminhões na subida e pegar carona na carroceria, “chocar caminhão”, como se dizia na época. Para o terror dos pais, o problema era que quando algum moleque caía e se machucava, além dos ferimentos, levava uns petelecos quando chegava em casa.<br>Certo dia, meu irmão Irineu chegou em casa todo arrebentado, corpo inteiro esfolado (igual as motoqueiros de hoje), a rótula do joelho a mostra. Todos em volta dele perguntando o que acontecera:<br>-Caí. – Respondia. Antevendo o que aconteceria se contasse a verdade.<br>Diante da insistência de todos:<br>- Caí, caí, tava correndo e caí.<br>Naquele dia estava de visita em casa um tio, o tio Bastião, a visita, calada, só observava a cena, até que perguntou de repente:<br>- Que cor que era o caminhão?<br>E o Irineu distraído:<br>- Amarelo…<br><br>e-mail do autor: [email protected]