Caminhadas com Ozilda

Nesta minha história sobre esta nossa querida cidade, São Paulo, a “Paulicéia Desvairada”, quero homenagear minha fiel e tão querida companheira Ozilda. Uma mulher de muita fibra e sensibilidade, da qual tenho imenso orgulho!<br><br>Ozilda mora em Pirituba e eu, na Lapa.<br><br>Diariamente, a menos que por alguma razão não me seja possível, procuro ficar ao lado desta minha querida companheira de todos os momentos e de todas as situações. Para ir a sua casa, costumo sempre fazer o mesmo percurso. Pego o ônibus em seu ponto final, bem ao lado do Mercado da Lapa. Aliás, por falar em Mercado da Lapa, procuro, antes, passar por lá e comprar um bom pedaço de queijo do tipo requeijão, que ela tanto aprecia e eu também. No caminho vou apreciando as ruas e os bairros por onde passo. São Paulo é como um mosaico composto pelas mais variadas formas arquitetônicas e por tipos humanos também bem variados, convivendo harmonicamente. Todas essas formas e pessoas, no entanto, se fundem em algo único e indissociável que faz de nossa Cidade "sui generis". É essa pluralidade singular a sua grande beleza!<br><br>Bem, quando desço do ônibus, já em Pirituba, caminho um pouco por uma rua suavemente inclinada, por mais ou menos um quarteirão. Por fim, chego à casa de Ozilda, a qual, geralmente, já se encontra à minha espera. Ao adentrar o portão, o Miró, o cachorro Golden de sua filha Lígia, já vem logo me recepcionar, demonstrando sua alegria. O Lorinho, o seu papagaio camarada, o qual costuma estar em sua gaiola, no corredor, automaticamente também me cumprimenta com o seu tradicional "Oi!". Eu, então, adentro na sala e já vou logo conversando com a Boneca (é assim que chamo a Ozilda). Entrego-lhe o seu queijo e já vou logo a convidando para ir caminhar.<br><br>Costumamos caminhar até a Vila dos Remédios. É uma boa caminhada, repleta de subidas e descidas, características da topografia de boa parte de nossa “Paulicéia”! Durante o percurso, sempre fazemos algumas paradas para apreciar algum tipo de árvore ou flor. É ótimo apreciar a natureza, especialmente na primavera! Já na Vila Jaguara, bairro vizinho à Vila dos Remédios, fazemos uma parada estratégica na doceria do Xavier. Lá, aproveitamos para nos refazer, tomando bastante líquido e degustando os seus deliciosos salgados. Ela, mais comedida, sempre gosta de tomar um guaraná e comer uma coxinha. Eu, tomo uma ou duas cocas e como, pelo menos, umas duas coxinhas ou quibes. Já refeitos, então, continuamos nossa boa caminhada. Logo ali perto, aproveitamos para visitar a Igreja de Santo Antônio, também na Vila Jaguara, muito bela e aprazível. É muito bom dedicar uma parte de nossos dias para agradecer a Deus e pedir forças para levar a vida por diante.<br><br>Dali seguimos um pouco mais à frente, aproveitamos para fazer mais um pequeno lanche, tipicamente paulistano: comer pastel e tomar caldo de cana em uma barraquinha! Não dá para imaginar Sampa sem um bom pastel e um caldo de cana (o meu, prefiro com limão ou abacaxi). Terminado o lanche, retomamos, novamente, nossa caminhada. Agora, já estamos quase chegando a nosso destino, a Vila dos Remédios.<br><br>Finalmente, estamos na Vila dos Remédios! Lá, visitamos mais uma igreja, a Paróquia Nossa Senhora dos Remédios, elevamos a Deus mais uma oração, aproveitamos também para apreciar a arquitetura desta igreja, que é muito interessante. De lá, vamos ao supermercado em busca de alguma coisa diferente para o nosso jantar. Ah! É claro, não podemos nos esquecer de levar biscoitos de polvilho, um bom chá para logo mais, à noite, e também algum vinho para acompanhar o nosso jantar. O vinho tinto, desde que consumido moderadamente, faz muito bem à saúde!<br><br>Agora, com nossas compras feitas, já podemos caminhar de volta. O caminho é praticamente o mesmo. Eu, como não poderia deixar de ser, carrego as sacolas. Além de ser cavalheiro, não quero cansar ainda mais a Ozilda.<br><br>Quando chegamos em casa, estamos bem cansados, devido à longa caminhada. Mas, a mente está sempre arejada.<br><br>Talvez, você esteja se perguntando sobre o porquê de uma caminhada tão longa, e por que não comprar estes produtos mais próximos de casa?<br><br>A resposta é: não vamos até lá em busca destes produtos para o jantar, mas sim para conversarmos durante o caminho, sobre os mais variados assuntos e também para apreciar a cidade e as pessoas. Portanto, além de fazer muito bem para o físico, nossas caminhadas também são excelentes para nossas mentes e sempre geram alguma história para contarmos e recordarmos!<br><br>Um abraço a todos e viva São Paulo!<br><br>E-mail: [email protected]