Escrevo esta simples narrativa para vocês que têm e amam seus fiéis animais – os cachorros. Relembrando os primórdios da infância, (irmão) que os anos não trazem mais, como diria um poeta, recordo-me dos cachorros que tivemos:
Dick e Diana
Eram um casal dos nossos tempos da primeira infância, Eram de pelugem totalmente negra, altivos e elegantes, raça – não sei, mas pareciam descendentes de pastor.
Sempre um ao lado do outro e ajudavam meu pai a cuidar do gado na fazenda em que nascemos.
Um belo dia, os encontramos mortos e, ao lado, uma terrível cobra jararaca, estraçalhada.
Choradeira “geral”.
Pilôto
Era pequeno, de raça indefinida. Sempre alegre e saltitante. Pelugem meio amarelada. Novamente uma cobra…
Duly
Também pequeno e raça indefinida. Pelugem meio clara e escura. Aonde íamos, ia atrás.
Não havia obstáculo que o detivesse. Subia em muros e pasmem, até em árvores.
Um dia sumiu, nunca descobrimos o que aconteceu.
Tosca.
Cachorrinho de pelo eriçado. Sempre correndo e latindo por nada. Caiu em um tanque cheio de cal e ficou cego. Tempos depois partiu.
Leão I e Leão II
Foram os que mais nos marcaram. Ambos de porte "atlético", altos e com pelugem amareladas.
O pai morreu devido aos sofrimentos causados pelos fogos juninos e o filho de velhice.
Os tempos passaram tivemos outros cachorros que em nossas vidas sempre serão lembrados como os amigos mais leais e fiéis que tivemos.
Bidú (atual). Apelido: Valentão.
Hoje, aqui em casa, em Santo Amaro, temos uma "pestinha”, se medir um “palmo” e pesar um quilo é muito. “Negrinho” totalmente.
Late para todos os cachorros que passam na rua de frente a nossa casa, como se desafiando-os para uma briga.
Os gatos, sequer dão lhe bola e ficam deitados em cima da mureta do portão.
Pertence a minha netinha de seis anos.
Mas ai de quem por a mão nele, ela diz que ele é mais bonito que o Vovô e a Vovó. Concorda…
Mais vale um cachorro amigo do que um amigo cachorro…