Alguém pode achar que eu estou delirando, pois não adianta perder o seu tempo em procurar no guia, pois não vai encontrar o nome desta rua em São Paulo e muito menos no bairro do Brás.
Quando eu mudei para a Rua Carneiro Leão, em abril de 1979, era assim que o meu amigo Rogério (do Parque D. Pedro), denominava esta rua.
Eu morei no primeiro quarteirão desta rua, próximo a Rangel Pestana, em um prédio, no qual havia uma loja comercial no térreo e no primeiro andar moravam os proprietários espanhóis. Eu residia no segundo e último andar.
Nas tardes de sábado, normalmente eu lavava o meu carro na frente do prédio, assim como outros moradores da rua e o meu vizinho João, que trabalhava na Commolatti, em uma travessa da Rua Piratininga. Lá também trabalhava o meu primo Carlos, que residia na Vila Carrão A esposa do João, a Marilena, trabalhava na Pizzimenti.
Ao lado da Pizzimenti, havia um estacionamento particular do Sr. Nelson, morador do prédio da Pizzimenti, onde eu, o meu vizinho João e outros moradores da rua, deixávamos os nossos carros.
Na esquina da Rua Sobral, havia um salão de cabeleireiro de um espanhol, o Sr. Jaime, que depois acabou se mudando para o prédio vizinho ao meu, e com ele e com os filhos dele. Lá eu cortava os meus cabelos e aparava a minha barba.
Em junho de 1982, eu me casei com a Sandra Mocerino, filha de italiano, que residia numa travessa da Rua da Mooca, a Rua Ibitinga, lá no Alto da Mooca, e fomos morar em um prédio de esquina da Rua Fernandes Silva com a Rua da Alfândega.
Porém, em 1984, retornamos para a Rua Manso Bravo, digo Rua Carneiro Leão, onde residimos até julho de 1990, quando fomos morar próximo ao Portal do Morumbi.
Morando na Carneiro Leão, nasceram os meus dois primeiro filhos, o Anderson (autista) e a Andréia. Lá fui vizinho da Eliete Cigarrini, que estava iniciando a carreira de atriz, em teatro e em propagandas na TV. Posteriormente ela chegou a participar de novelas e seriados da Globo, SBT e Record.
Quando o meu filho nasceu em um lindo domingo ensolarado de junho de 1986, a Eliete e a mãe dela, Cristina, me esperaram na porta do apartamento para me cumprimentar e querer saber como foi o parto, o que me deixou muito contente. Isto eu não esquecerei jamais, afinal as duas foram ótimas vizinhas.
O passado não passa na memória da gente, ele sempre retorna uma hora ou outra, principalmente quando eu ouço alguma música que fazia sucesso na época.
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