Meus amigos, tem uma passagem engraçada, aconteceu na boate Medieval, altura do número 1600 da Rua Augusta, que ficava ao lado do Shopping Center 3 (acho que é esse o nome do shopping) e bem em frente aos escritórios do Metrô e Comgás. <br><br>Corriam os anos 70 e meu amigo do Metrô, o Neilo Eugênio, lá pelas tantas resolveu entrar na boate. Lá, conforme ele contou e morremos de rir, havia gays e transformistas. Então um gay, de bota até o joelho, inesperadamente saiu de seu lugar e foi de encontro ao palco e se ouvia o barulho de suas botas pelo caminho, “ploc”, “que te ploc”, “ploc” e “ploc”. <br><br>Subiu no palco e pegou o microfone. Diz o Neilo que o salão emudeceu. Disse assim o rapaz: <br>- “Vou declamar…….Xô Passarinho…..de Cecília Meirelles”.<br>Não precisa dizer que já estávamos morrendo de rir. E começou a declamação….<br>- “Xô passarinho, xô”! “Saia fora do meu arrozal. Você não me ajudou a semear e nem a plantar. E agora você vem aqui querer comer? Oh prá você!” (imaginem o gesto característico com as mãos, mandando o passarinho se f….<br><br>Abraços.<br><br>e-mail do autor: [email protected]<br>