Boate Cartola

A boate Cartola surgiu em 1974 e funcionava na Rua Jesuíno Paschoal, na Santa Cecília, tratava-se de uma homenagem ao compositor Cartola (do Rio) e seu parceiro de rimas (Nelson Cavaquinho).

Parte do acervo artístico da noite paulistana dos anos 60 foi para lá, a saber: Alaíde Costa, José Luiz e o próprio Cartola.

Funcionou até 1977, quando encerrou suas atividades pela falta de frequentadores (boêmios) já fatigados pela ausência de opções, alguns velhos, outros doentes, além da ascensão das discotecas, que iniciavam sua escalada em São Paulo, como a Tamatete, Hipopotamus, dentre outras.

Foi o último suspiro deste tipo de casa de diversões em São Paulo, onde culturas de massa começaram a surgir.

Sei de tudo isso porque meu pai, o Divino, foi o porteiro do Cartola, além de ter sido também porteiro do Juão Sebastião Bar e da Baiúca, nos anos 50 e 60. O Cartola foi o último trabalho do Divino nesta área, mudou-se para Ribeirão Preto em 1979, casando-se novamente com a Dona Rosa, uma professora de ensino fundamental, falecendo em 1996.

Marcos Rodrigues – filho do Divino

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