A primeira vez que vi Bibi Ferreira foi em uma festa que ela deu em sua casa, no Jabaquara (ficava ao lado direito da estação do metrô), que ela comprou no início dos anos 60 (foi seu primeiro imóvel em Sampa).
Eu era um adolescente, e muito festeiro, e penetra também. Eu ia em todas as festas que meus amigos me convidavam. Um amigo, mais velho, que frequentava o meio artístico, era do canal 9, perguntou-me: “Vamos na festa da casa da Bibi Ferreira, ela mora aqui perto” (eu morava na Vargas). Respondi-lhe: “Eu não fui convidado”. Respondeu-me: “Não tem problema, eu conheço todo mundo”. Respondi-lhe: “Tá certo, vamos”.
No dia marcado fomos nós à festa, eu meio preocupado, pois detesto ser humilhado, eu viro o cão e rodo a baiana. Chegamos ao local, cheio de artistas conhecidos e desconhecidos, entramos e, lógico, eu nem fui notado. Fiquei deslumbrado, eu nunca tinha visto uma pessoa tão carismática e polida como a Dona Bibi, como a gente a chamava. Foi uma noite de gala.
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