Bar São Paulo (Tatuapé)

Na década de 60 esse bar já funcionava 24h, sete dias por semana. Que eu me lembre fechou somente um dia pelo falecimento do Sr. Domingos Barganhão (pai). Os donos eram o Sr. Tomaz e Sr. António.

Na entrada, como em todo bar, era o lugar para os lanches e havia um biombo com uma cortina verde separando a outra parte (só pessoas maior de 18 anos que podia frequentar), onde tinha quatro mesas de Bilhar. Esse Bar era o nosso ponto de encontro de todos finais de semana logo após a reunião dos Congregados Marianos da Igreja Cristo Rei. Aquele lanche caprichado, pois estávamos em jejum (para a comunhão da missa) e logo em seguida traçávamos a noitada que estaria por vir. Alguns preferiam ficar na casa paroquial onde tínhamos uma sala para jogos de carta, ping pong, ouvir música ou então ler algum livro.

Os programas geralmente eram namorar, comer pizza na padaria Vera Cruz, tomar Milk Shake no Bar do Japonês, cinema São Luiz ou o Aladim que ficava ao lado, jogar cartas na casa do Gerson, mais conhecido como filho do Senhor Jean (o reizinho), baile pró formatura do Ascendino Reis na Rua Platina ou na Rua Rocinha, ou então, ir para casa assistir o "Chico Anízio Show", tentando, quem sabe, contratar o garçom "Quem Quem", (Cristóvão Boaventura o garçom fanho – personagem do Chico Anysio) para o Bar do Sr. Tomaz. NB – Como disse o meu amigo Beira, frequentador e historiador dessa coluna, os pastéis feito pelo Sr. Tomaz eram de fazer inveja para qualquer japonês.

Apareçam vocês também, estamos aguardando seu relato. Uma coisa nós garantimos, todos eles serão lidos por uma infinidade de adeptos do "SPMC”, olha que são muitos, e quem sabe, com a sua iniciativa pode até ser que um dia você terá um “Best-Seller" na praça.
“Se voseis inscreve erado, as peçoas do "SPMC" concerta” .

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