Bailes Inesqueciveís

Quem não dançou Blue Moon na Maison Suisse, Contigo en La Distância no Pálacio Maua, Moolight Serenade na Casa de Portugal, La Mer no Clube Homes ou Meu Ultimo Desejo e as marchinhas juninas no Hispano Brasileiro na Moóca, e ao som das grandes orquestras da época: Silvio Mazuca, Orlando Ferri, Zézinho, Henrique Simonetti, André Penazzi e tantas outras. Para mim foram realmente bailes inesquecíveis e para muitos creio. Dançava-se coladinho e se houvesse alguma excitação, não se falava uma palavra, era uma cumplicidade erótica velada. Dançava duas ou três vezes com a mesma garota em um baile, e no final, saía sem ao menos saber seu nome. Muitos rapazes da minha época eram tímidos, inclusive eu, quando chegávamos a um determinado baile, já íamos ao bar a procura da "droga" mais usada para perder a timidez: a grande bebida sua majestade o CUBA LIBRE. Assim, com dois ou três cubas, dava para encarar com maior naturalidade as tábuas e não ficar com cara de tonto no meio do salão.
A volta que era triste, fosse onde fosse o baile, o caminho era sempre o mesmo, vir a pé até a Praça Clovis Bevilacqua, tomar o ônibus 28, Vila Bertioga e saltar na Moóca. A marcha mais longa era do Clube Homes, pois tínhamos que descer a Brigadeiro todinha e de madrugada, mas era legal não havia perigo algum e a conversa pelo caminho, era toda sobre o baile recém findo: tábuas, conquista, quantas pisadas no pé, etc. Passava no Gouveia, no térreo do implodido Edifício Mendes Caldeira, comia uma pizza brotinho, tomava uma vitamina, pronto, estava completa a festa.

Os. Espero ser aceito neste seleto clube de escritores amadores e que minha primeira história tenha agradado quem a leu. Assim terei coragem de escrever sobre o fascínio que tive pelo trem. Os erros ficam por conta do amadorismo. Certo gente!!!!!!!!!!!!!. Abraços.
Carlos Roberto Teixeira Trindade

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