A nossa Portuguesa está voltando à primeira divisão, eu digo nossa porque ela sempre foi muito querida por todos ou quase todos torcedores do futebol paulista. Essa mesma Portuguesa já nos pregou cada peça! Olha… Quantas vezes a nossa Lusa do Canindé golear os poderosos do futebol paulista: Corinthians, Palmeiras, São Paulo e Santos, por placares desconcertantes.
O meu timão, por exemplo, no início da década de 50, que já era do meu conhecimento tomou um sonoro 7×3 em 1951, com o Pacaembu lotado e com Gilmar, Homero, Roberto, Luizinho, Cláudio e companhia; com direito a quatro gols do Julinho Botelho, culminando com a saída temporária do nosso então Gilmar dos Santos Neves. Aquele domingo, o Gilmar estava em uma jornada infeliz, mas o Corinthians tinha mais dez jogadores, então acho que a responsabilidade não podia cair
em cima dos seus ombros, mas é assim mesmo! Em 1955, o Santos de Manga, Hélvio, Ramiro, Zito, Del Véchio e Pepe, tomaram de oito a zero da mesma Portuguesa. O São Paulo também tomou um chocolate de 4 a 0, com José Póy, De Sordi, Mauro, Dino Sani, Canhoteiro, etc. O Verdão tomou um 6×3 também,com Julinho Botelho, recém chegado da Itália, jogava na Fiorentina, mais craques como Chinezinho, Romeiro, etc. Eu tinha 16 anos,quando fui ver o meu Coringão tomar de 7×0 no Pacaembu, feriado de 15 de novembro 1961, famosa época do “faz me rir”. Lembro-me até hoje amigos, a nossa Edith Veiga fazia o maior sucesso com esse bolero.
A Portuguesa tinha Félix, Ditão, Ocimar, Hermínio, Jair da Costa, Servílho, o filho do bailarino corintiano, Nilson, etc. O meu timinho jogou com Aldo, Jaime, Valmir, Oreco e Augusto; da Silva e Rafael; Espanhol, Adilson Beiruth e Neves. A Lusa fez 1×0 com Servílho, o mesmo Servilho ampliou para 2×0. No segundo tempo, a gente esperava uma reação corintiana, mas aconteceu a reação lusitana; Jair da Costa fez o terceiro, o Didi, que não era o folha-seca, anotou o quarto, o Nilson fez mais dois (6×0). Quando nós descíamos as gerais do Pacaembu, Ocimar jogando de volante, encerrou a contagem. Estávamos em cinco colegas, eu e mais um corintiano, os demais eram palmeirenses que nos atormentavam o tempo todo.
Descemos pela Av. Pacaembu em direção à estação da Barra Funda, onde topamos com santistas e são-paulinos… Que sufoco meu Deus! Eu não li essa história em lugar nenhum, eu trago ela gravada na minha cachola.
Hoje se alguém me perguntar quanto foi o jogo do Corinthians, nem sempre acerto, às vezes nem sei se jogou. Tá contado!
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