As paulistanas prendadas…

Se um homem arrumar uma boa esposa, será feliz, senão tornar-se-á um filósofo, falou certa vez um sábio.

Creio que muitos de nós tivemos vários amores na vida e como citou um poeta: É eterno enquanto dura.

Recordo-me das palavras de minha mãe que um dia disse-me:
– “Filho, quando fores arrumar uma moça para casar, procure uma que seja "prendada". Expressão essa que nunca esqueci e era a primeira vez que ouvia tal.

Décadas depois, em uma festa beneficente na qual os participantes, ou melhor, as esposas, preparavam um prato/quitute especial para vender aos membros e convidados no chamado Bazar Beneficente, da coletividade Metodista de Santo Amaro, realizada no amplo espaço social externo da Igreja, cuja renda se destinava a auxiliar as pessoas carentes, financeiramente falando, e que estavam registradas na entidade.

As barracas tinham na frente umas mesinhas e cadeiras para acomodar o pessoal que lá ia degustar as iguarias que eram servidas em pratinhos.

Sentado estava, e olhando minha esposa servir a "clientela" e as senhoras elogiando o excelente prato/quitute que ela preparou, quando ouvi de uma já idosa senhora, à mim se dirigindo, que disse:
– “Que sorte você teve, em casar com uma das filhas da dona Olivia, pois elas são todas ‘prendadas’. São três.”

Veio-me à memória a imagem de minha mãe usando a tal expressão que com ela aprendi e nunca esqueci.

Dizem que a felicidade é um estado de espírito e filosofar requer sabedoria…

Decidi tentar aprender… A ser um poeta…

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