Desci na Estação do Metrô Tatuapé, subi a Rua Tuiuti, na esquina com a Rua Padre Estevão Pernet (antiga Rua do Ouro), deparei-me com o antigo, mas majestoso, prédio do Grupo Escolar Visconde de Congonhas do Campo, onde no ano de 1950, ingressei para minha alfabetização. Fiquei horas olhando a escola e me veio na lembranças minhas professoras de então.
A primeira, a professora senhora Maria do Carmo que me alfabetizou, no segundo ano a professora senhora Elvira, chamávamos de professora, não tia, do terceiro ano a professora senhora Tarsila e a do quarto, professora senhora Violeta, esta última tinha um marido que também era professor do quarto ano.
Após alguns meses de escola, todos já sabiam ler e escrever, no meio e no fim de cada ano passávamos por exames, escrito e oral, quem tivesse a média acima de cinco passava, senão era reprovado, graças a Deus ainda não tinha a progressão automática.
Eram três horas de aula, o suficiente para alfabetizar e preparar para a vida, graças a essas quatro mulheres maravilhosas a quem tenho muito a agradecer, estejam onde estiverem.
Na saída, minha mãe já me esperava com uma forma de pudim, cortado em trinta pedaços, para vender, e eu vendia tudo.
Se foi bom? Hoje com mais de sessenta anos, sou representante de vendas, de… doces.
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