Alguém escreveu um dia: "Nem o pincel do pintor mais famoso poderá imitar os tons do outono". E eu comprovo isso todos os dias: no meu jardim, no meu quintal, na minha rua.
Percebo que é a mais bela estação do ano, porque a natureza se reveste de um maior colorido, como que se despedindo do ciclo de exuberante esplendor do verão. Exuberância essa feita de catástrofes naturais devido às chuvas imensas que beneficiaram a terra, as plantas e, em consequência, as flores que se revestem com suas melhores cores para despedir-se de nós, como que dizendo "até a primavera"!
As árvores, nas ruas, também estão floridas, parecendo um mosaico de vibrantes cores!
Agora que moro neste bairro, Brooklin, estou mais em contato com a natureza; porém, longe de tudo que fez parte do meu mundo, da minha vida. Muitas vezes, penso reconhecer na fisionomia de algum passante um vizinho do meu prédio, um vizinho daquela que foi um dia minha rua.
Neste instante, estou voltando de um passeio noturno comigo mesma, a pé, sem lenço e sem documento, como sempre faço, aliás, na companhia de meu cachorro e de uma lua cheia maravilhosa que já prenuncia o dia que fará amanhã.
"Amanhã… será outro dia"! Sim, outro dia de vibrantes cores no Brooklin de São Paulo. Espero, durante muito tempo, enxergar as cores assim.
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