Completei 60 anos. Há pessoas que ficam tristes quando envelhecem, mas eu não. Agradeço a Deus por ter chego até aqui.
Com 12 anos saí de minha pequena cidade, Piracaia e fui para o Madre Cabrini. Lá chegando, fui logo observada pela mestra que do 5º andar viu que na turma tinha chego havia uma moleca. Agradeço muito ao Madre Cabrini por ter me dado os alicerces para a minha vida.
Depois fui trabalhar no Banco Comind, era na Rua 15 de Novembro, fiquei aí algum tempo e comecei a fazer curso de digitação na Praça da República. As máquinas nem se comparam com os computadores de hoje. O banco ia mudando, as máquinas iam mudando também e eu ia acompanhando. Quando mudou para Alphaville eu já estava cansada de digitação, querendo buscar coisas novas.
Eu, durante esse tempo, trabalhava em dois empregos. Comind e Banco de Credito Nacional. Sempre trabalhando muito. Quando resolvi voltar para minha cidade, nem queria saber de digitação.
Fui deixando os amigos para trás, tanto do colégio como dos lugares por onde trabalhei. Vim plantar árvores, criar filho, agora só me resta escrever algo como esta pequena crônica, embora não saiba muito mais de digitação, pois estou reaprendendo apenas para ocupar meu tempo.
Depois de uma grande depressão que quase me tirou a vida, digo que tudo valeu a pena. Do 12º andar vejo luzes a piscar, luzes da grande cidade, que nunca dorme nem tosqueneja. São Paulo minha cidade.
E-mail: [email protected]