Outro dia estava mostrando uns postais antigos da minha coleção pro meu marido e um deles me fez lembrar de uma coisa curiosa.
Final de 70 ou início de 80 estava lendo uma revista feminina (nessa época ainda não existia computador doméstico) e um anúncio me chamou a atenção. Era um rapaz que procurava namorada, não me lembro mais exatamente como era o anúncio. Mas aquilo ficou na minha cabeça. Ligo ou não ligo? Ah! Sei lá…. deve ser perigoso. Já pensou se é um bandido?
Mostrei a revista pra minha amiga Risoneide e ela mais do que depressa disse pra eu ligar. Liguei! O nome dele era Augusto, conversa vai, conversa vem, soube que era professor de história e no final ele disse que gostaria de me conhecer. Puxa, aquilo me pegou de surpresa e fiquei com medo.
Minha amiga, do lado, disse: – Vai sim, eu vou junto e se não der certo, voltamos!
Marcamos para domingo (ou sábado) um almoço no Largo do Arouche. Não me lembro mais o nome do restaurante. Sei que era na mesma calçada do Le Casserole.
Minha amiga me levou até lá de carro e pela descrição que fez de si próprio logo o reconheci. E então, desço ou não? E ela me empurrando. É de dia, vai, se não gostar, pega um táxi e vem embora.
Encurtando a conversa, desci. Ele, muito gentil, se apresentou e fomos almoçar. Foi um encontro gostoso mas fui percebendo que se tratava de alguém muito aventureiro. Imaginem vocês que ele era professor, mas largou tudo para "garimpar" ouro no norte do Brasil. Isso mesmo, era um garimpeiro….
Foi uma conversa agradável, sem dúvida, me contou tudo sobre garimpo, região e tudo mais.
Logo ele viajou e sempre me mandava um cartão postal de onde estivesse. Não deu pra namoro pois ele vivia viajando e tínhamos poucas coisas em comum.
Os postais são de regiões muito bonitas do Brasil e guardei-os mais com o intuito de coleção.