Algumas mulheres são lindas quando choram

2 de junho de 2007, dia dos namorados.
Não sou muito preocupado com datas não, mas adoro cinema. Assim, dia 11 assistia pela enésima vez ao clássico "Giant" (James Dean, Rock Hudson e Elizabeth Taylor) quando a televisão anunciou "Casablanca" para o dia seguinte, às 16h30. Tomei uma decisão instantânea: comuniquei à minha doce – às vezes – namorada, que não trabalharia no dia seguinte com a única finalidade de assistir ao filme.
Ela até pensou que era pela data comemorativa (um pouco era), mas eu precisava rever Ingrid Bergmann.
Casablanca é só um lugar de transição (nos dias que correm, a vida humana tem pouco valor em Casablanca). As personagens recordam Paris e sonham com Lisboa (e daí p/ a liberdade infinda da América). Casablanca é uma passagem; a mais inesquecível de todas as passagens.
E, penso, não existe nada mais lindo do que ver/rever, infinitamente, Ingrid Bergmann chorando. Ela é linda sempre, mais ainda quando chora.
Algumas mulheres são assim. Claro que no cinema, fica melhor.
Lembro-me dos tempos em que ir aos grandes cinemas de São Paulo era um prazer e não um risco. Gostava muito do Cine Marrocos.
Além de Ingrid, eu gostava muito de Catherine Deneuve, a bela da tarde (Severine), seu ponto máximo. Mas fica pra outra história.

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