Ai que saudades me dá

Como é bom lembrar-se dos carnavais passados! Me recordo dos anos 50 das marchinhas, a Margarida, Jardineira, Chiquita Bacana, Bandeira Branca, etc.

Das sambistas Emilinha Borba, Marlene, as rainhas do rádio, e outras como Dalva de Oliveira e Izaurinha Garcia. Os cantores da noite ilustrada, Blecaute, Nelson Gonçalves e outros. Todos os jovens da região Ipiranga, Moinho Velho, Vila Nair, Vila Carioca, íamos brincar no clube Atlético Ipiranga.

As nossas brincadeiras de rua eram no Ponto Fábrica os jovens faziam bigodes, costeletas, barba com pó de carvão. Os pais não deixavam usar calças compridas e nem pinturas. As garotas aproveitavam o carnaval para se pintar um pouco mais, jogar talco nos cabelos, passar ruje batom, fazer saias e blusas coloridas.

No ponto Fábrica, fazíamos cordões em volta dos quarteirões. Eram muitas serpentinas, confetes coloridos, quantos cantos e risos… Tinha até uma Escola de Samba, a Unidos do Moinho Velho.

Ai que saudades me dá! Ai que saudades… Os amigos, a família, o “disque me disque”, ai que saudades!

“Tanto riso, ‘ó’ quanta alegria. Mais de mil palhaços no salão. Arlequim está chorando pelo amor da Colombina No meio da multidão.”

E-mail: [email protected]