Foi em 1955, aconteceu numa grande padaria na Praça Marechal Deodoro. Os meus tios residiam na Rua Albuquerque Lins, no bairro de Santa Cecília.
O dono da padaria era amigo da família e contou para o meu tio que, numa madrugada de domingo de carnaval, o padeiro veio trabalhar completamente bêbado. Ele pediu para padeiro ir embora porque não tinha ele condição de trabalho, mas o padeiro não queria ir embora, ficou fazendo escândalo dentro da padaria (a padaria estava fechada).
Enquanto ele discutia com o dono, ele vomitou em cima da massa de fazer o pão. O dono ficou desesperado, não sabia o que fazer, era muitos quilos de farinha para jogar fora. O sócio do dono: falou vamos fazer os pães, a padaria já está para abrir as portas, os foliões que estão no palmeiras vêm todos tomar café, comer lanches, não posso ter esse prejuízo grande.
E assim foi feito. O pão foi um sucesso.
No dia seguinte, os fregueses só queriam daquele pão de domingo, pediam o delicioso pão de torresmo. Não mandaram o padeiro embora, os donos depois passaram a fazer pão de torresmo sem vômito.
Até breve e bom café da manhã.
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