Um dia no Jardim Zoológico de São Paulo – Água Funda.
Em um domingo, saímos cedo de casa, logo depois do café, afinal, Cangaíba está bem longe da Água Funda, principalmente para quem está a pé. Chegamos e começamos a caminhar vendo os animais, as aves no lago, os macacos-prego. Naquele caminhar extenso, íamos comendo o que aparecia no caminho: salgadinho, cachorro-quente, misto-quente com ketchup e mostarda, amendoim, sorvete, pastel, refrigerante. Por todo "tour" que fizemos, aquele foi nosso almoço, nosso café da tarde! Passeio longo, mas agradável e, como tudo o que é bom dura pouco…, hora de voltar para casa.
Dia seguinte, comecei a passar mal: nada parava no estômago, estava enjoada. Minha mãe já havia feito mil conjecturas do que eu tinha "aprontado", em meio a tanta mata verde. Jurava para ela que nada havia acontecido e que podia ter sido algo que eu tivesse comido, mas logo estaria bem. Contudo, ela não acreditava! Na terça, o mal-estar continuava. Foi daí que fui visitar o farmacêutico Toninho (já escrevi sobre ele aqui) para ver se ele dava alguma solução para o caso. Expliquei o que acontecera no domingo e logo veio a explicação… Indigestão. Aplicou-me logo uma injeção de Dramim com cálcio (eu estava há dois dias sem comer); o Dramim foi só no primeiro dia, mas as de cálcio teria que tomar por cinco dias consecutivos. O resultado foi imediato!
Não sei se todos sabem, mas a injeção de cálcio na veia esquenta o corpo; tem que ser dada devagarzinho. A todo instante ele perguntava: "está esquentando?" se eu dissesse que sim, ele dava uma paradinha e depois prosseguia a aplicação. Todo este procedimento poderia durar até cinco minutos! Era um excelente profissional! Depois que minha mãe viu que eu estava "intacta" e que o problema era somente estomacal ficou mais sossegada. Também pudera… no meio daquelas pessoas todas, um lugar cheio de animais e aves como poderia acontecer alguma coisa? Se fosse pensar no assunto, teria escolhido um lugar mais confortável…
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