Minha mãe, vendo que ele era bom moço, não se opôs ao namoro, mas como toda mãe, declinou uma série de "nãos" e "senões" os quais ouvi atenta e achei por bem seguir os conselhos.<br><br>Depois do domingo de apresentações e conversas, combinamos de ir ao cinema Penharama – no Largo 8 de Setembro, na Penha. O filme que estava passando era Irmão Sol, Irmão Lua – censura livre!<br><br>Achei estranho quando o rapaz me levou para a última fileira do cinema, mas como não haveria ninguém para dar pontapé na cadeira, fui tranquila.<br><br>Até o filme começar as luzes ainda estavam acesas, o lanterninha conferindo cada espectador na plateia e nós apenas conversando: conversa vai, conversa vem, um beijinho aqui e as mãos dadas.<br><br>Apagam-se as luzes, fecham-se as portas e começa o documentário do Canal 100 – afinal, estávamos na década de 70!<br><br>Naquele breu de "fundão", o rapaz aproveitou-se da ocasião e já foi colocando seu braço direito sobre meus ombros. Senti-me acolhida e recostei minha cabeça sobre seu ombro. Imaginava comigo mesma: "Era tudo o que eu queria!"<br><br>Começa o filme! Mal haviam se passado uns dez minutos, percebi que a mão do rapaz que estava sobre meus ombros "cresceu"! Estava tentando atingir algo nada antes atingido por outras mãos senão as minhas! Lembrando logo dos conselhos de minha mãe, tentei evitar aquele "ataque". Tive sucesso!<br><br>Passaram-se novamente dez minutos e lá vem ele novamente! Pela segunda vez consegui que ele "encolhesse" suas mãos!<br><br>Houve uma terceira tentativa por parte dele e consegui me esquivar, afinal de contas eu não era uma “qualquer”!<br><br>Terminamos de ver o filme e fomos para casa sem tocar no assunto! Se ele quisesse mesmo namorar comigo, direitinho, teria que ser ao meu modo… Nada de intimidades! Já não bastava o primeiro beijo que ele me deu, num repente, sem pedir licença! Beijar, abraçar, tudo bem, mas… O resto, só depois do casamento que pelos nossos cálculos ia levar anos para acontecer! <br><br><br>E-mail: [email protected]