Bairro Largo da Memória… Uma jovem moça muito esbelta apressada para o treino do baile de formatura corria afobadamente. Uma senhora também caminhava tranqüilamente na calçada de pedras onde se dava a vista dos sobrados, debaixo de um frondoso arvoredo Dona Carmelita repousa para se refazer das doloridas dores de sapato alto Luiz Quinze. Quando seu Forisvalto, um senhor encontra-a, tira seu chapéu para cumprimentá-la:
_Boa tarde!_Justamente nesse instante a jovem atropeça entre os dois…
_Perdoe-me seu Forisvalto e a senhora dona Carmelita!Estou atrasada para o treino, meu par irá escolher aquela Ducinha de nariz empinado se eu não chegar antes!
_Os professores já escolheram os pares!Porque essa pressa?E nós somos responsáveis pelo baile, não há motivo de tanta afobação!
Com indulgência e autoritário, seu Forisvalto repreendeu-a. E os três seguiram calmamente para o colégio *São Cristóvão*. O salão ainda quase vazio, apenas havia um senhor manejando a vitrola minuciosamente verificando o conserto.
_Podemos tocar até a meia noite!Muito bom!_Um sorriso satisfeito se pôs em sua fisionomia.
Algumas jovens começaram a chegar, as moças alvoroçadas; se bem pensa se nessa época todas eram mais reservadas, mas nesse dia a inquietação e entusiasmo se notavam pelos diálogos de contentamento e risos ecoando pelo salão. As moças num canto a espera dos rapazes, e eles em outro canto separados cada um vinham em sua direção. Segurava-a delicadamente pela cintura e timidamente ela em seu ombro. A música começou a tocar… Era uma valsa, meu par era muito tímido e eu espevitada o olhava e ria caçoando de seu embaraço:
_Não dance como se estivesse com a sereia do mar, dance com a menina que canta na noite de luar!_Disse ao sorrir de felicidade estampado em meu semblante. Duas horas se passou e os professores encerraram. Eu alegre com o brilho no olhar parecia que mal notava a despedida do colégio onde aprendi a amar, onde com meus amigos crescemos juntos e dentro de dois dias o baile final.