A Marmita II

O ano …1963,local minha adorada SÃO PAULO, já não usava mais o caldeirãozinho como marmita, pois tinha adquirido uma marmita retangular, de alumínio…muito boa mesmo. Após usá-la eu a deixava limpinha, bem embrulhadinha com papelão e um papel pardo, que olhando bem nem parecia "marmita". Às 17h30, saía do emprego e ia pegar o ônibus com destino a TUCURUVÍ. Algumas vezes o ônibus ficava lotado e não havia lugar para sentar-me, então ficava em pé, segurando meu pacote (a mamita), aí alguém sempre se oferecia (moço quer que leve seu embrulho) … então agradecia e dizia não precisa…já vou descer.Um dia fui ao ponto de ônibus e passei pela rua Capitão Salomão e vi uma loja com muitas maletas, bolsas e valizes na vitrine. Como tinha recebido meu salário naquele dia, pensei… vou comprar uma maleta, assim posso levar meus cadernos e minha marmita e ninguém mais precisa ver que levo marmita. Bom, entrei na loja com meu pacote debaixo do braço… a vendedora me atendeu educadamente e, mostrei a ela o tipo de maleta que eu queria. Paguei e ela tirou o pó da maleta, olhou bem pra mim e disse: quer que embrulha?, eu disse …não já vou levá-la assim mesmo… e ela completou -olhando para meu embrulho…QUER GUARDAR A SUA MARMITA AQUI DENTRO?
Não adiantou disfarçar. Por mais caprichado que tivesse o embrulho, sempre sempre ia parecer uma MAMITA.
E se preparem, vem aí A MARMITA III.