Li o relato da Trini sobre a falta de educação no metrô de São Paulo (presenciei muito isso enquanto aí morava) e constatei que, infelizmente a falta de educação não é privilégio das cidades grandes!
Sou de São Paulo e atualmente moro em Ribeirão Preto, como sabem. Ribeirão é uma bela cidade, muito progressista, mas onde impera a "lei de Gerson". Quando se está em determinadas regiões com faixa de pedestre e se tem alguém para atravessá-la, é óbvio que paramos para que ela o faça. Para dez pessoas a quem fazemos isso, uma única pessoa atende e atravessa! A gente até chega a buzinar para acenar para que ela passe, mas na maioria das vezes ela se recusa, parece que tem medo. Estranham quando são alvo do que consideram gentileza, acho que nem lembram que é uma obrigação do motorista respeitar a faixa! Não estão acostumados com direitos e nem com gentilezas desse tipo! Gosto bastante daqui, só esse tipo de comportamento é que me deixa frustrada. Meu marido costuma dizer que esta não é uma cidade para pedestres e é verdade.
Há pouco tempo, estava em um ônibus aqui em Ribeirão Preto, no sentido centro – bairro. Sentei-me em um banco vago. Em uma parada, subiu um casal de idosos, muito simpáticos e fofinhos! Educados, entraram cumprimentando gentilmente quem olhava para eles. Tão logo passaram a roleta, levantei-me e acenei para que um deles se sentasse. Foi um dos dias que mais me senti envergonhada na vida! O casal agradeceu efusivamente, como se fosse a coisa mais especial do mundo! Disse que não era nada e continuei olhando a paisagem. Ora, o senhorzinho me agradecia novamente, ora a sua esposa. Eu já estava muito sem graça, com todos me olhando! Estava quase descendo para fugir daquela situação, mas eles o fizeram primeiro, mas não sem antes agradecer mais uma vez. Tenho a impressão de que já haviam andado muito em pé nos ônibus da região.
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