No dia 27 de agosto de 1968, eu estava ainda desempregado, minhas três irmãs já estavam casadas. Eu e meus pais morávamos na Vila Nova Conceição, na Rua Bueno Brandão, 412 (fundos), nossa propriedade.
Pois bem, nesta data, recebemos uma proposta interessante, do casal Adolfo e Dona Maria P. Jursa, para a compra do nosso imóvel por NCr$ 25.000,00. O pagamento seria efetuado em três parcelas, ou seja, NCr$ 5.000,00 de sinal e mais duas parcelas de NCr$ 10.000,00. O prazo para a entrega do imóvel foi combinado para o mês de janeiro de 1969.
No dia 2 de setembro de 1968, eu ingressei na firma Amperlux Máquinas e Equipamentos Ltda.; já tinha uma renda garantida. Meu pai ainda trabalhava como empreiteiro de obras prontas e tinha também uma renda razoável. As minhas aplicações em letras de câmbio e caderneta de poupança continuavam engordando.
Meu pai iniciou imediatamente a procura de um novo imóvel para mudarmos, de preferência próximo ao local de onde morávamos. Após incessantes buscas, descobriu uma vila particular recém-construída, com quinze sobrados geminados, na Vila Olímpia, Rua Prof. Vahia de Abreu, 437. O financiamento era feito por intermédio da Caixa Econômica Federal. O valor à vista de cada sobrado era de Cr$ 30.000,00 ou no prazo de quinze anos, mas, além da renda familiar necessária, era obrigatório criar uma poupança para garantir a compra. Os contratos deveriam ser efetuados junto a uma imobiliária autorizada pela Caixa. Cada comprador deveria pagar à vista Cr$. 4000,00 para concretizar o negócio.
Eu consegui comprovar a renda familiar. Dispunha da quantia para comprar à vista, mas, a conselho de meu pai, decidimos que precisávamos apoiar minha irmã Aparecida, casada com o René e as três filhas, que moravam de aluguel, e o imóvel onde estavam precisava ser vago a pedido do dono. O René conseguiu confirmar a renda familiar, porém não dispunha da quantia a ser paga à imobiliária. Nós adiantamos o necessário e, com o tempo, tudo se normalizou.
Em fins de outubro de 1968, nos mudamos. Eles para o sobrado seis e nós para o oito, e aqui estamos até hoje (18 de setembro de 2008), há quase quarenta anos.
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Ao deixar a firma Amperlux Máquinas e Equipamentos Ltda., em 16 de julho de 1972, fiz minha inscrição como Profissional Liberal Autônomo, e comecei a dar assistência contábil e fiscal a alguns clientes avulsos, principalmente imposto de renda.
Ao mesmo tempo, recebi do Sr. José Pedace o convite para substituir o sócio Cláudio Cru, mas não aceitei; pedi a ele que me registrasse como empregado, pois faltava pouco tempo para me aposentar (na época 30 anos, e logo depois mudou para 35 anos). Depois de alguma relutância, ele concordou, e assim, no dia 2 de janeiro de 1973, fui registrado como Contador da RCG Revisora Contábil S/C Ltda.
Eu estava satisfeito com tudo, porém, recebi uma oferta irrecusável do meu cunhado Luiz Gonzaga Fragnan. Ele era o gerente-administrativo do grupo CCBE – ROSSI – SERVIX Engenharia S/A. Foi muito difícil deixar a RCG, mas a sede de progresso, às vezes, supera tudo. Por isso, consegui demitir-me no dia 31 de julho de 1973, com o salário de Cr$ 1.500,00. Pouco a pouco eu estava conseguindo recuperar as perdas sofridas.
Desta escola, eu acho que tirei o proveito esperado, como: capacidade, honestidade, sinceridade, lealdade, amizade, coragem, felicidade, confiança e amor próprio.
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